Uma pesquisa realizada pela consultoria eMarketer prospecta que, até o final de 2010, aproximadamente 64 milhões de pessoas de todo o mundo jogarão game móvel pelo menos uma vez por mês. Esse número deve crescer 48,4% e chegar a 95 milhões de usuários até o ano de 2014, com um lucro estimado de R$ 2,7 bilhões. Esse é um exemplo claro que os históricos games se transformaram em âncoras de projetos voltados para o desenvolvimento da tecnologia e da alta lucratividade.<?xml:namespace prefix =” o” ns =” “urn:schemas-microsoft-com:office:office”” />
Tratados atualmente como uma mina de ouro pouco garimpada até então, os games ganharam recentemente uma loja especializada pelo Google, maior empresa de buscas da internet. O anúncio foi feito na Gamescom, uma conferência de desenvolvedores de games realizada em Colônia, na Alemanha.
A Chrome Web Store, como será chamada, funcionará como uma loja de aplicativos para celulares, dentro do navegador da empresa, o Google Chrome. E os games passarão a ser o carro-chefe de vendas, já que hoje eles respondem por 40% da venda de aplicativos para aparelhos móveis.
O lançamento do novo serviço está programado para outubro, fazendo com que o Google passe ser o novo e, na conseqüência, o maior rival do iTunes na distribuição de conteúdo digital. Os aplicativos serão criados em Flash, HTML 5, ou JavaScript e C++.
Sem deixar a interação de lado a loja ainda terá um apelo de integração social, com locais para avaliação e recomendação aos amigos. O Google ainda deverá tornar possível o funcionamento desses aplicativos em navegadores de terceiros (incluindo os browsers para celular).
Embarcando na tecnologia de lucro, a Sony, fabricante do PS3 prepara para outubro o lançamento de um novo console com memória de 320GB, quase o triplo da atual capacidade comercializada no mercado.
Mas para que tanto espaço? Simples. Maior capacidade de memória no disco rígido, mais jogos e conteúdos de entretenimento podem ser baixados e, comprados. Seria, praticamente, a união final da jogabilidade dos consoles com a resolução e memória dos computadores.
Em outra vertente de marketing, a Microsoft anunciou que está pronta para conectar seus telefones com Windows à rede de games Xbox Live (serviço online que dá suporte aos games multiplayer para o Xbox 360 e PC).
O princípio básico da tecnologia viria estruturado pelo trabalho árduo no desenvolvimento de seus smartphones e passaria a ser forte concorrente do iPhone, da Apple. A conexão da rede Xbox Live com os aparelhos celulares acertaria em cheio os usuários que já jogam games do console.
Para se ter uma ideia, mais de 25 milhões de usuários já utilizam o Xbox Live, que ainda permite fazer downloads de games, acompanhar as pontuações nos jogos e se comunicar com os outros jogadores. Visando o lucro certo, a Microsoft garante que haverá um grupo específico na Microsoft Games Studios dedicando-se no desenvolvimento de jogos para os aparelhos celulares com Windows.
São claros exemplos de que os games deixaram de ser brincadeira de criança e passaram a ser protagonistas de um mercado em franco crescimento, onde o avanço da tecnologia de ponta não encontra limites.







