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Comportamento virtual – internet e manifestações públicas

O comportamento dos usuários do Twitter no Brasil é muito intenso,
assim como o Orkut, em seu início, promoveu uma mudança expressiva no comportamento
das pessoas, que acabaram vivendo e sendo influenciadas pelas redes sociais.

Fundado no dia 21 de março de 2006, por Jack Dorsey,
que começou o serviço com um simples “just setting up my twttr” (ou, “apenas
configurando meu twttr”), hoje são mais de 75 milhões de usuários no mundo todo,
acumulados ao longo dos últimos quatro anos.

Vamos analisar alguns dados do Twitter, pela pesquisa feita
por Sysomos
através de uma análise de 11,5 milhões de contas em 2009.

Existem cerca de 75 milhões de usuários cadastrados no
Twitter, que enviam cerca de 50 milhões de tuítes por dia, ou 600 por
segundo:

  • Destes,
    72,5% deles se cadastraram no primeiro semestre de 2009
  • 21%
    nunca usaram o Twitter
  • Existem
    mais mulheres (53%) do que homens (47%)
  • Mais
    de 50% das atualizações são feita com ferramentas que não o Twitter.com. A
    mais popular é a TweetDeck
  • 85,3%
    dos usuários do Twitter atualizam seu perfil menos uma vez ao dia
  • 1,13%
    faz postagens, em média, dez vezes ao dia
  • Baseado
    em uma amostra de 20 milhões de tuítes, quinta-feira é o dia preferido para
    postagens, correspondendo a 15,7% do total, seguido por quarta (15.6%) e
    sexta (14.5%)
  • 85,3%
    postam menos de uma vez ao dia
  • 93,6%
    têm menos de 100 seguidores
  • 92,4%
    seguem menos do que 100 pessoas
  • 5%
    dos usuários do Twitter correspondem a 75% do total de atividade do serviço.

É fato que ele mudou o comportamento de milhares de usuários
e que está cada vez mais integrado com a sociedade. 

A internet como uma forma nova de fazer manifesto

Antigamente, as mobilizações populares aconteciam nas ruas e
nas praças, em locais públicos e pontos estratégicos. Hoje, o comportamento da chamada
Geração Y mudou. Com o avanço tecnológico e o fácil acesso às informações
online, os manifestos estão sendo feitos de outra forma. O caso mais comentado
em todo o Brasil, nas últimas semanas, é o Manifesto Ficha Limpa, referente ao projeto de lei que pretende remover das eleições candidatos que cometeram crimes
sérios, como desvio de verba pública, corrupção, assassinato e tráfico de
drogas. Já são mais de 1,9 milhões de usuários que fazem parte do manifesto. Para entender mais sobre o Ficha Limpa (e votar! rss), vá em  https://secure.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa.

Outro assunto bastante comentado é o manifesto Neymar na Copa, que quer levar o jogador Neymar
à Copa do Mundo na África. O projeto foi desenvolvido pela Agência
Que Design, onde trabalho.
No Twitter @neymarcopa2010 são mais de 700 seguidores, número alcançado em apenas dois dias de manifesto; o
hotsite da campanha teve mais de 500 visitas em um único dia, de acordo com a agência. 

São dois manifestos com públicos bastante diferentes, mas que têm alcançado seus objetivos utilizando canais similares. Em uma época cada vez mais digital, acredito que esse seja realmente o caminho para atingir uma boa parte da população, que talvez não se movimentasse se a manifestação ocorresse fora do ambiente virtual, na rua.

Deixo dois questionamentos para debate:

  1. Que tipo de manifestação pode ser levada para o online, seja total ou parcialmente?
  2. Qual será o próximo manifesto online?

Dê sua  opinião! 

cursa MBA de Gerenciamento de Projetos na FGV, é graduado em Comunicação Social com habilitação em Marketing pela faculdade ESAMC. Atua como Designer de interfaces há cinco anos, já passou por quatro agências da Região de Santos (SP) e atua desde 2004 em sua própria agência, Q.Design. Foi vencedor do concurso de criação da Agência DSPA em 2005 e já emplacou um website no CSS Mania em 2008. Atua principalmente nos seguintes temas: Arquitetura de Informação, Usabilidade, Acessibilidade, Padrões web, User Experience, Design de Interação, Web Design, Internet, Design Centrado no Usuário e Interação Humano-computador.

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