Recapitulando nosso cotidiano virtual,
uma série de informações circula diariamente via web. O volume é
tamanho que os profissionais de desenvolvimento web, em todas as etapas
do projeto, buscam encontrar obrigatoriamente o caminho mais facilitado
para posicionar as informações: uma elaborada Arquitetura de Informação (AI), testes de experiência de usuário (UX), uma
série de elementos gráficos simpáticos e agradáveis e códigos enxutos e
modernos que facilitem tanto a indexação pelos buscadores (sim… mais
uma vez estou falando do Google) quanto a navegação dos usuários.
Desta necessidade, muitos sites institucionais, portais e sistemas muito
bem projetados publicados na web são considerados objetos de
estudos (os famosos “sites referencias”), onde são mapeados os padrões
de AI e Usabilidade e, como resultado desta análise, estes “pedaços”
interessantes são agregados a novos projetos que surgem após estas
pesquisas. É o Bechmark incorporado também na web de uma forma muito
produtiva e ainda muito mal interpretada pela comunidade de designers de
interface.
Conceituando, benchmark é uma metodologia de nivelamento de performance
já muito usada em diversos segmentos de organizações reais que consiste no estudo de melhores resultados dentro do nicho de mercado, permitindo,
assim, um reconhecimento dos pontos fortes, padrões, comportamento e
processos. Com esta análise em
mãos, começam a ser implantadas as melhores práticas à empresa que
solicitou a metodologia, sempre visando a excelência de seu projeto. Em
termos de internet, esta pesquisa sendo feita em ambiente virtual, nos
permite ter e ser autores de novas excelentes práticas para
desenvolvimento soluções para internet.
E como tudo na web é muito ágil, o padrão de excelência que o benchmark
procura reconhecer é constantemente modificado, com a mesma rapidez que
surgem novos tipos de soluções em qualquer segmento web.
Resolvi escrever sobre Benchmark pois este mês estive bem envolvida em
alguns projetos que me fizeram olhar com mais respeito para esta
prática. É uma forma rápida de aprender e entender a necessidade do
publico em questão e corrigir o problema, observando coisas muito boas
que já estão no mercado.
“Mas, Iris… você está falando de copiar coisa alheia e isto é coisa do
capeta” – Sim… É verdade… Copiar é feio, mas Benchmark não é copiar o
site alheio… Ou pelo menos não deve ser. Ao contrário ele é medidor
de desempenho. Eu pesquiso entre os nichos, descubro o que existe de
melhor, estudo este melhor e, a partir do resultado, crio o meu projeto,
usando um padrão mais adequado para a absorção das informações do site
pelo meu futuro usuário. Isto, sim, é um Benchmark bacana!
“Então, Iris… eu quero criar coisas que ninguém nunca criou… Quero
viajar na concepção do meu website. Não estudei tanto para copiar coisas
dos outros!” – Super legal a iniciativa de ser a vanguarda da classe,
porém devo alertar para o seguinte: caso suas manobras radicais não
estejam bem embasadas elas podem, na hora dos testes com usuários, se
mostrar uma tremenda decepção. E digo mais: infelizmente isto é algo bem
comum de acontecer em alguns projetos ditos “geniais”.
Não se irrite com minha aparente ortodoxia. Com certeza
se você criar uma solução inovadora na AI e, nos testes for um sucesso,
perfeito! Parabéns! Mas se não tiver esta centelha divina ainda dentro
de você, não faça muxoxo quando encontrar, em suas navegações diárias, um
menu comportando um banner institucional ou promocional. Abra sua mente,
analise o procedimento e, se achar viável, insira este padrão na sua
caixinha de possibilidades da boa arquitetura.
Para fechar este assunto de forma compilada, abaixo vou destacar alguns
conceitos de benchmarking para web:
Conceito
Benchmark aplicado à web é a pesquisa dos melhores padrões utilizados
nos diferentes websites com ênfase naqueles que apresentam
características de AI e UX eficientes e comprovadas.
No benchmark a pesquisa, avaliação e comparação não representam um fim,
mas um meio para apoiar um processo de melhoria. É uma forma de
aprendizagem, pois procura as melhores práticas para determinados
segmentos de web, seguido de uma cuidadosa análise para encontrar o
melhor meio de implementar aquele “padrão” encontrado dentro do seu
projeto. Sem esquecer um aspecto extremamente importante neste processo:
a ética.
Processos
- Planejamento – Desenho e concepção visando a solução dos fatores
críticos para o sucesso do site; - Pesquisa – Identificar as melhores práticas e adquirir dados;
- Análise – Comparar o desempenho e identificar áreas de melhoria;
-
Adaptação – Implementar as melhores práticas encontradas fazer
testes para confirmar se estes padrões atendem aquilo que o site se
propôs diante de seu publico alvo.
Benefícios
- Introdução de novos conceitos de avaliação e novos padrões;
- Melhora o conhecimento sobre seu cliente e sobre o projeto;
-
Identificação clara das áreas que precisam de melhorias (áreas
críticas); -
Estabelecimento de objetivos viáveis e realistas (sem viagens
mirabolantes em busca do projeto perfeito); - Melhorar o conhecimento da própria organização;
- Melhora o conhecimento dos concorrentes de mercado dentro da web;
- Aprendizado focado no que há de melhor no mercado.
Enfim, Benchmark é uma metodologia bem orientada e séria que só tem a
acrescentar em qualquer projeto de sites institucionais, portais ou
mesmo sistemas. Utilize, comprove e depois me conte.







