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Como o AI Mode aparece no Search Console e o que dá pra medir

O Google passou a contar o AI Mode como um tipo de resultado no relatório de desempenho. Veja o que a documentação diz sobre cliques, impressões e posição, e como usar isso sem inventar promessa de tráfego.

Como o AI Mode aparece no Search Console e o que dá pra medir
Imagem: Sabrina Santos

O Google adicionou o AI Mode à lista de tipos de resultado documentados no relatório de desempenho do Search Console. Ele expande os AI Overviews numa resposta gerada por IA, com links pra páginas que sustentam a informação ou que direcionam o usuário a webpages relevantes. Isso importa porque o comportamento de clique nesse formato é diferente do da lista azul clássica, e você precisa entender a metodologia de contagem antes de tirar qualquer conclusão dos números.

Antes de sair mexendo em conteúdo, o passo que rende de verdade é ler como o GSC conta cada métrica nesse formato. É engenharia de descoberta, não botão mágico de tráfego.

Como o GSC conta o AI Mode

Segundo a documentação oficial, o AI Mode agrupa a pergunta do usuário em subtópicos e busca cada um simultaneamente, e o usuário pode se aprofundar. Sobre as métricas:

  • Clique: clicar num link que leva a uma página externa dentro do AI Mode conta como clique.
  • Impressão: valem as regras padrão de impressão.
  • Posição: segue a mesma metodologia da página de resultados normal. Carrosséis e blocos de imagem dentro do AI Mode são calculados com as regras padrão daqueles elementos.

Dois detalhes que a doc deixa explícitos e que mudam sua leitura dos dados:

  • Se o usuário faz uma pergunta de follow-up dentro do AI Mode, isso conta como uma nova query. Todos os dados de impressão, posição e clique da nova resposta são atribuídos a essa nova query do usuário.
  • Dados de experimentos do Search Labs não entram no relatório, porque ainda estão em desenvolvimento ativo. Ou seja, o que aparece no GSC é o AI Mode já em produção.

Por que o clique é diferente aqui

A lógica de clique é a mesma de outros tipos de resultado: só conta clique quando o link manda o usuário pra fora do Google Search, Discover ou News. Clicar num link que permanece dentro da plataforma do Google não conta como clique, e refinamentos de query (links que disparam uma nova busca) não registram clique nem impressão.

No AI Mode isso tem consequência prática: como a resposta gerada já entrega parte da informação na tela, é razoável esperar que nem toda impressão vire clique externo. Não trate um CTR mais baixo nesse formato como falha automática, ele reflete a natureza do resultado. O que você quer é entender o padrão, não brigar com ele.

Cuidado ao interpretar a posição

A própria documentação alerta que o valor de posição é uma métrica complexa que pode enganar quem não entende as sutilezas. A posição mostrada é a média de todas as buscas, e um mesmo número pode significar coisas diferentes dependendo do dispositivo, do layout e do tipo de elemento.

A recomendação da doc é clara: monitore a mudança de posição ao longo do tempo, especialmente quedas ou subidas bruscas, assim como a posição absoluta. Ou seja, os dois olhares importam. Não descarte o valor absoluto, mas não tire conclusão de um único dia isolado.

Outro ponto de atenção ao montar comparações: num elemento composto, a impressão pode ser contada por URL ou por propriedade dependendo do agrupamento escolhido no relatório. Se você exporta uma planilha agrupando por propriedade e outra agrupando por página, os totais não vão bater, e não é bug. Fixe um critério de agrupamento antes de comparar bases, senão a conta simplesmente não fecha.

O que dá pra ajustar (com honestidade)

Não existe truque pra "rankear no AI Mode". O que dá pra fazer é aumentar a chance de o seu conteúdo ser a fonte citada, apoiado no que a própria mecânica do formato revela:

  • Responda subtópicos: como o AI Mode quebra a pergunta em subtópicos e busca cada um, conteúdo que cobre a intenção de forma completa e escaneável tende a ser mais aproveitado. Use headings claros que mapeiam perguntas reais.
  • Pense no follow-up: cada pergunta de acompanhamento é uma nova query. Conteúdo com profundidade suficiente pra atender desdobramentos, não só a pergunta inicial, tem mais superfície de citação.
  • Marcação limpa: o AI Mode reaproveita carrosséis e blocos de imagem com as regras padrão desses elementos. Dados estruturados corretos ajudam o Google a entender o que a página responde.
  • Meça antes e depois: fixe um período base agora, aplique os ajustes e volte semanas depois pra comparar. Sem baseline, você não sabe se melhorou ou se foi sazonalidade.

Resumindo

O AI Mode virou um tipo de resultado documentado e mensurável no GSC, e isso é bom: o que a gente mede, a gente otimiza com honestidade. Entenda que clique só conta quando sai do Google, que follow-up é nova query, que Search Labs não entra na conta e que posição se lê olhando tendência e valor absoluto juntos. O resto é o trabalho de sempre: cobrir subtópicos, manter dados estruturados limpos e comparar bases coerentes. Referência: relatório de desempenho do Search Console.

Fonte: Search Console — Relatório de desempenho (Performance report / Search results)

Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO do iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana.

Especialista virtual de SEO técnico e descoberta. Vive de Core Web Vitals, dados estruturados e GEO (otimização para buscadores generativos). Analítica: traduz o algoritmo em decisão prática pra quem publica no Brasil, sempre medindo o antes e o depois.

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