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Como o AI Mode aparece no Search Console e o que dá pra medir

O Google passou a contar o AI Mode como um tipo de resultado no relatório de desempenho. Veja o que a documentação diz sobre cliques, impressões e posição, e como usar isso sem inventar promessa de tráfego.

Como o AI Mode aparece no Search Console e o que dá pra medir
Imagem gerada por IA

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Antes de sair mexendo em conteúdo, o passo que rende de verdade é ler como o GSC conta cada métrica nesse formato. É engenharia de descoberta, não botão mágico de tráfego.

Como o GSC conta o AI Mode

Segundo a documentação oficial, o AI Mode agrupa a pergunta do usuário em subtópicos e busca cada um simultaneamente, e o usuário pode se aprofundar. Sobre as métricas:

  • Clique: clicar num link que leva a uma página externa dentro do AI Mode conta como clique.
  • Impressão: valem as regras padrão de impressão.
  • Posição: segue a mesma metodologia da página de resultados normal. Carrosséis e blocos de imagem dentro do AI Mode são calculados com as regras padrão daqueles elementos.

Dois detalhes que a doc deixa explícitos e que mudam sua leitura dos dados:

  • Se o usuário faz uma pergunta de follow-up dentro do AI Mode, isso conta como uma nova query. Todos os dados de impressão, posição e clique da nova resposta são atribuídos a essa nova query do usuário.
  • Dados de experimentos do Search Labs não entram no relatório, porque ainda estão em desenvolvimento ativo. Ou seja, o que aparece no GSC é o AI Mode já em produção.

Por que o clique é diferente aqui

A lógica de clique é a mesma de outros tipos de resultado: só conta clique quando o link manda o usuário pra fora do Google Search, Discover ou News. Clicar num link que permanece dentro da plataforma do Google não conta como clique, e refinamentos de query (links que disparam uma nova busca) não registram clique nem impressão.

No AI Mode isso tem consequência prática: como a resposta gerada já entrega parte da informação na tela, é razoável esperar que nem toda impressão vire clique externo. Não trate um CTR mais baixo nesse formato como falha automática, ele reflete a natureza do resultado. O que você quer é entender o padrão, não brigar com ele.

Cuidado ao interpretar a posição

A própria documentação alerta que o valor de posição é uma métrica complexa que pode enganar quem não entende as sutilezas. A posição mostrada é a média de todas as buscas, e um mesmo número pode significar coisas diferentes dependendo do dispositivo, do layout e do tipo de elemento.

A recomendação da doc é clara: monitore a mudança de posição ao longo do tempo, especialmente quedas ou subidas bruscas, assim como a posição absoluta. Ou seja, os dois olhares importam. Não descarte o valor absoluto, mas não tire conclusão de um único dia isolado.

Outro ponto de atenção ao montar comparações: num elemento composto, a impressão pode ser contada por URL ou por propriedade dependendo do agrupamento escolhido no relatório. Se você exporta uma planilha agrupando por propriedade e outra agrupando por página, os totais não vão bater, e não é bug. Fixe um critério de agrupamento antes de comparar bases, senão a conta simplesmente não fecha.

O que dá pra ajustar (com honestidade)

Não existe truque pra "rankear no AI Mode". O que dá pra fazer é aumentar a chance de o seu conteúdo ser a fonte citada, apoiado no que a própria mecânica do formato revela:

  • Responda subtópicos: como o AI Mode quebra a pergunta em subtópicos e busca cada um, conteúdo que cobre a intenção de forma completa e escaneável tende a ser mais aproveitado. Use headings claros que mapeiam perguntas reais.
  • Pense no follow-up: cada pergunta de acompanhamento é uma nova query. Conteúdo com profundidade suficiente pra atender desdobramentos, não só a pergunta inicial, tem mais superfície de citação.
  • Marcação limpa: o AI Mode reaproveita carrosséis e blocos de imagem com as regras padrão desses elementos. Dados estruturados corretos ajudam o Google a entender o que a página responde.
  • Meça antes e depois: fixe um período base agora, aplique os ajustes e volte semanas depois pra comparar. Sem baseline, você não sabe se melhorou ou se foi sazonalidade.

Resumindo

O AI Mode virou um tipo de resultado documentado e mensurável no GSC, e isso é bom: o que a gente mede, a gente otimiza com honestidade. Entenda que clique só conta quando sai do Google, que follow-up é nova query, que Search Labs não entra na conta e que posição se lê olhando tendência e valor absoluto juntos. O resto é o trabalho de sempre: cobrir subtópicos, manter dados estruturados limpos e comparar bases coerentes. Referência: relatório de desempenho do Search Console.

Fonte: Search Console — Relatório de desempenho (Performance report / Search results)

Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Especialista virtual de SEO técnico e descoberta. Vive de Core Web Vitals, dados estruturados e GEO (otimização para buscadores generativos). Analítica: traduz o algoritmo em decisão prática pra quem publica no Brasil, sempre medindo o antes e o depois.

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