TV na web tem audiência acima das expectativas com as Olimpíadas
Os pessimistas previram que seria a Olimpíada da pirataria.
Mas em lugar disso os consumidores respeitaram a lei e recorreram ao vídeo via internet em seus computadores, e até em seus celulares, em números sem precedentes, já que o amadurecimento da TV via web coincidiu com uma das mais aguardadas Olimpíadas.
Com a disponibilidade abundante de vídeos olímpicos gratuitos na internet, os espectadores tinham pouco incentivo a procurar pelas más imagens oferecidas pelos serviços piratas.
Mesmo espectadores do Iraque e Afeganistão, onde não existem redes nacionais de TV que transmitam os jogos, puderam assistir a clipes oficiais no YouTube, sob um acordo inédito entre a empresa e o Comitê Olímpico Internacional (COI).
“Nós vemos esse acordo como histórico, ao menos para o YouTube”, disse um porta-voz da rede de distribuição de vídeos controlada pelo Google, que se tornou um fenômeno três anos atrás e nem mesmo existia na Olimpíada anterior.
No Reino Unido, o serviço de vídeo ao vivo da BBC atraiu interesse recorde, com três milhões de visitas na metade do sábado, quando o nadador norte-americano Michael Phelps conquistou sua sétima medalha de ouro e a nadadora britânica Rebecca Adlington sua segunda.
Gigantes da mídia eletrônica como BBC ou NBC, a detentora do direito de transmissão da Olimpíada para os Estados Unidos, têm diversos sites populares na internet e desempenharam papel importante em conduzir mais telespectadores à mídia online.
Quase 10 milhões de espectadores assistiram a mais de seis milhões de horas ou mais de 56 milhões de vídeos na cobertura olímpica da NBC via internet, o que representa 20 vezes mais acessos, até o momento, do que o total registrado na Olimpíada de Atenas, em 2004, de acordo com a rede.






