Smart speaker da OpenAI deve custar entre US$ 300 e US$ 400, diz Bloomberg
Dispositivo em formato de rosca, feito com Jony Ive, entra em um mercado difícil e com preço acima da média dos concorrentes.

A OpenAI segue montando sua estratégia de hardware, e novos detalhes sobre seu aguardado dispositivo doméstico começaram a aparecer. Segundo reportagem da Bloomberg noticiada pelo TechCrunch, o produto seria um smart speaker movido a IA↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI →, descrito como a "manifestação física" do ChatGPT, com preço estimado entre US$ 300 e US$ 400 por unidade.
O que se sabe do dispositivo
De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, o aparelho teria formato de rosca ("donut-shaped"), pensado para que o usuário possa carregá-lo pela casa e posicioná-lo em diferentes lugares, como a mesa de cabeceira ou a bancada da cozinha. O TechCrunch relata ainda que o produto seria construído com "metal de alta qualidade", teria "aparência premium" e, num detalhe que a própria publicação classificou como intrigante, contaria com "partes móveis".
O desenvolvimento é feito em parceria com a LoveFrom, estúdio de design fundado por Jony Ive, ex-Apple. O lançamento é esperado para algum momento de 2027, segundo a Bloomberg.
Preço acima da média do mercado
O ponto que mais chama atenção para quem acompanha o setor é o posicionamento de preço. Como comparação citada pelo TechCrunch, os smart speakers da Amazon variam de cerca de US$ 40 na base a US$ 240 no topo da linha. A faixa de US$ 300 a US$ 400 colocaria o produto da OpenAI num patamar bem mais alto.
O TechCrunch também aponta que smart speakers historicamente nem sempre foram lucrativos e que o mercado pode ser difícil de penetrar, algo que o preço elevado não ajudaria a resolver.
Há ainda uma frente jurídica em aberto: a OpenAI está sendo processada pela Apple, que acusa o laboratório de IA de roubo de segredos comerciais. A OpenAI nega qualquer irregularidade.
O que muda para quem constrói software no Brasil
Para o desenvolvedor brasileiro, o hardware em si é só a ponta visível. O que interessa é o que ele representa: mais uma superfície onde o ChatGPT (e, por tabela, as APIs da OpenAI) passa a viver de forma integrada ao dia a dia dos usuários. Cada novo dispositivo de IA doméstica amplia a demanda por integrações de voz, orquestração de assistentes e experiências conversacionais.
Alguns pontos práticos a observar quando (e se) o produto chegar em 2027:
- Voz como interface primária. Projetos que hoje dependem de tela e teclado podem precisar de camadas de intent e diálogo. Vale acompanhar a evolução da Realtime API da OpenAI, que já habilita interações de voz de baixa latência.
- Disponibilidade regional. Lançamentos de hardware costumam demorar a chegar ao Brasil, e questões de importação, tributação e suporte em português podem definir a adoção real por aqui, mais do que o preço em dólar.
- Concorrência de plataformas. Alexa, Google e agora um possível device da OpenAI reforçam a fragmentação de ecossistemas de voz. Quem desenvolve para casa conectada precisa pesar em quais plataformas investir.
Por enquanto, tudo são informações de fontes não oficiais reportadas pela Bloomberg. A OpenAI ainda não confirmou especificações, preço ou data de lançamento. Vale acompanhar os próximos meses para separar o que é boato do que vira produto de fato.
Fonte: TechCrunch
Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
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