Sexo virtual reduz venda de preservativos
A internet, quem diria, está sendo acusada
de causar prejuízo aos fabricantes de preservativos no
Japão. O país, que é o maior exportador mundial
de camisinhas, registrou uma queda significativa na venda interna
do produto. O motivo, de acordo com especialistas, é o
crescimento do sexo virtual, que tem roubado o tempo destinado
às diversões entre quatro paredes.
A notícia foi divulgada na véspera
do Dia Internacional de luta contra a Aids, na última quarta-feira.
As vendas, em relação à década de
80, quando foram comercializadas impressionantes 737 milhões
de unidades em território japonês, caíram
43%, de acordo com um relatório do Ministério da
Saúde do Japão.
A crise da indústria, segundo especialistas,
é causada pela popularização da internet
e a expansão do acesso por banda larga. Com a velocidade
de transmissão, que permite a distribuição
rápida de vídeos e fotos e a multiplicação
de salas de chat, a pornografia está quase onipresente.
Além disso, o custo da conexão é cada vez
menor, o que faz com que muitos jovens passem noites inteiras
conectados.
Segundo declarações da Okamoto Industries,
a maior fabricante de preservativos do Japão, “” as pessoas
passam o dia inteiro na Rede e não tem mais tempo de fazer
sexo “real”. E mesmo quando resolvem praticar sexo de verdade
não se preocupam com proteção””. A Okamoto
acusa os sites de pornografia de raramente fazer referência
ao preservativo, o que faz com que os jovens ignorem a proteção.
Uma alternativa de vencer a crise foi encontrada
pela Condonmania, um colorido shopping de camisinhas em Tóquio.
A loja produz preservativos diferentes, que atraem os jovens –
que se identificam com o produto.
Entre os itens vendidos, além dos coloridos
e aromatizados, há preservativos em forma de bala e pirulitos
(que evitam um possível constrangimento se caírem
das bolsas) e uma linha com fotos do grupo de rock Kiss estampadas
na embalagem. Para os mais espirituosos, há as que são
embaladas como um kit de primeiros socorros. Com as camisinhas,
a empresa tem conseguido driblar a crise e afirma que suas vendas
cresceram cerca de 10%.
JBOnline, com agências






