NOTÍCIA

Setor de finanças foi responsável por 23% dos investimentos em TI no P

O segmento financeiro foi responsável por
23% dos investimentos em TI no Brasil em 2004. Os bancos representaram
72% dos gastos totais de tecnologia dentro do segmento, seguidos
pelas seguradoras, com 12%. Essas são conclusões
de um estudo, intitulado "Brazil IT Spending Trends 2005:
Finance", do IDC, junto a 40 bancos e 40 seguradoras de médio
e grande portes.

"O setor é um dos mais atrativos para
os fornecedores de TI, uma vez que consome quase um quarto do
que é vendido no mercado de tecnologia da informação,
mesmo detendo um número relativamente pequeno de empresas",
comenta Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil, que também
acumula a direção da Financial Insights na América
Latina, empresa pertencente à consultoria, que cobre a
área de análises do setor financeiro.

Dentre os bancos de médio e grande porte,
os investimentos em 2005, diz o instituto, estarão voltados
principalmente para as tecnologias que garantam segurança,
ainda mais com o aumento das fraudes eletrônicas, e que
suportem as vendas e a operacionalização de seus
produtos, com atenção secundária para as
que promovam a melhoria dos processos relacionados à intermediação
financeira, como os de corebanking. Tecnologias para melhorar
seus processos de RH também estão na lista de compras
de muitos bancos.

Uma pequena parcela dos grandes bancos já
está com os sistemas de adequação ao acordo
Basiléia II finalizados. A maioria finalizará o
processo ou o começará agora em 2005.

De acordo com Peres, as oportunidades para os fornecedores
de tecnologia são grandes, porém, devem ter em mente
que acabam exercendo excessiva pressão por redução
de preços e impondo uma série de condições
e requerimentos que podem corroer as margens de lucro das vendas.

"Boa parte dos bancos de grande porte tende
somente a comprar hardware, software ou serviços de body
shopping, e não as ofertas de soluções com
maior valor agregado, que geram maiores margens para os fornecedores.
Para driblar isso, os fornecedores terão que expandir seu
conhecimento para além da tecnologia e conhecer cada vez
mais o negócio bancário, seus processos, desafios
e problemas. Dependendo do projeto, terão também
que abordar não somente as pessoas de TI, mas também
os donos dos processos e das áreas funcionais", diz
o diretor de pesquisas.

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