Preocupadas com segurança, 43% das empresas no Brasil ainda temem ir para a nuvem
Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela Tech Supply.
Segundo uma pesquisa realizada pela Tech Supply, especializada em Inteligência Tecnológica para Auditoria e Integridade Corporativa e de TI, apesar de todas as facilidades proporcionadas pela computação em nuvem↳Cloud30 conteúdosGerenciamento de infraestrutura multicloud com Kubernetes proporciona otimização e economiaDevSecOps · set 2021Vivo assina contrato para aquisição da IPNET e cresce em cloud computingDevSecOps · ago 20245 tendências da computação em nuvem para as empresasDevSecOps · abr 2022Ver tudo em DevSecOps →, 43% das empresas brasileiras ainda não se sentem seguras em migrar seus sistemas para a nuvem, apontando questões de segurança como um dos principais fatores.
O levantamento constatou que em mais da metade das organizações (51%) o uso de ferramentas em nuvem é restrito, e 43% dos pesquisados não planejam implantar nenhum tipo de sistema em nuvem (CRM, ERP). Apenas 17,8% dessas empresas estão na nuvem em larga escala, e a mesma quantidade de usuários prefere não armazenar dados críticos na rede. Dos que usam as soluções em cloud, somente 9,1% disseram confiar nas certificações de segurança, enquanto 21,3% não confiam nos controles e os consideram fracos e deficientes, e mais de 30% precisam se informar melhor sobre o assunto. Para 18% das empresas, a nuvem deixa dúvidas sobre segurança para armazenamento de dados corporativos.
Suely Correa, doutora em Sistemas de Informação pela USP e diretora de Pesquisa e Treinamento da Tech Supply, explicou que um dos motivos para as empresas temerem a migração para a nuvem é que elas são constantemente pressionadas a aperfeiçoar seus processos, ao mesmo tempo em que precisam evitar os riscos. “Por causa de regulamentações complexas, necessidades de controles financeiros e de uma governança corporativa integrada com a de TI, as empresas possuem sempre extrema cautela na adoção de novas tecnologias”, avalia.
Ainda segundo o levantamento da Tech Supply, 32,6% das empresas utilizam algum tipo de processo manual para conceder acesso seguro aos sistemas corporativos, 23,7% usam um sistema de provisionamento automatizado para poucas aplicações, e a mesma quantidade usa esse mesmo tipo de solução para a maioria das aplicações. No entanto, 20% dos entrevistados não sabem como esse processo é feito em sua empresa.
Além disso, 44,3% das empresas respondentes afirmam que não têm uma solução de gestão de riscos ou algum projeto em andamento nessa área, e esse fator foi apontado no estudo por 35,6% como o principal desafio para a gestão dos negócios. Para 28,9%, o controle efetivo sobre prevenção de fraudes e operações irregulares são os gargalos de suas operações.
Para mais de 64% dos entrevistados, a TI também precisa melhorar a forma como reporta as iniciativas de governança, em relação a conteúdo e indicadores, para as demais áreas da empresa. Segundo o estudo, o principal desafio em relação à tecnologia da informação é a gestão de identidade, governança de acessos, segregação de funções (50,7%), unificação de informações e geração de indicadores (24,3%), vulnerabilidade dos dispositivos móveis (10,8%), entre outros.
Embora 41,7% das empresas utilizarem um sistema de integridade que inclua parcialmente a gestão de risco, auditoria e monitoramento contínuo, 19,7% sequer conhecem algum tipo de solução. Questionados sobre qual projeto futuro sua empresa pretende priorizar, 32,4% responderam que a auditoria continua, e 29,7% afirmaram que pretendem investir em monitoramento e controle de riscos/compliance. Apenas 10,8% pretendem investir em melhoria e evolução dos processos e 5,4% nos sistemas legados (ERP).
Esses dados foram obtidos em levantamento realizado pela companhia com 400 empresas que atuam no mercado nacional, sendo 80% delas parte das 500 maiores empresas brasileiras. Os respondentes são profissionais das áreas de auditoria (59,7%), TI (17,6%), controle de riscos (11,8%), segurança da informação (2,5%), tributária e fiscal (2,5%), entre outras.







