Posse de computador cresce entre classes B e C
Em 2006, 63,17% das pessoas pertencentes à classe B possuem computador, um aumento considerável em relação aos 56,94 % do ano passado. Na classe B, essa relação é de 18,81% esse ano em comparação aos 16,4% no ano passado. Os números fazem parte do resultado da 2a pesquisa sobre uso dda tecnologia da informação e da comunicação no Brasil, a TIC Domicílios, realizada pelo instituto Ipsos por encomenta do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (Nic.br), entidade sem fins lucrativos que implementa os projetos do Comitê Gestor na Internet no Brasil (CGI.br).
Rogério Santanna, secretário de logística e tecnologia da informação do Ministério do Planejamento, acredita que essa ampliação se deva à estabilidade do real frente ao dólar e ao programa “Computador para Todos”, do governo federal, que isenta produtos de até R$ 2,5 mil de tributos (PIS/Pasep e Cofins).
No entanto, o custo dos equipamentos ainda é um impedidor para 67,55% dos entrevistados adquirirem um computador para a casa. De acordo com 62,65%, o valor máximo para a aquisição de um computador seria de R$ 500.
O valor também é uma barreira para a ampliação de acessos de banda larga domiciliar no País. Mais da metade dos respondentes (51,13%) alegaram que não são assinantes de nenhum tipo de serviço porque consideram o custo elevado. A maior parte (62%) dos pesquisados relatou que o valor máximo que aceitaria pagar por uma conexão de banda larga seria de R$ 20 e o valor médio de uma conexão básica hoje está em R$ 40.
No entanto, o fato da população não possuir acesso em casa não impede a utilização da web, especialmente entre as classes C e D/E. Nessas faixas, 35,54% e 48,08% dos respondentes, respectivamente, disseram que utilizam centros públicos de acesso pago (como LAN houses) para se conectar.
O estudo destaca que 13,48% dos entrevistados vivem em locais onde o acesso de internet rápida ainda não está disponível em nenhuma modalidade. Santanna diz que o Ministério está discutindo com outras esferas do Governo Federal um “plano nacional de banda larga” e é um dos projetos estratégicos da pasta. Nesse contexto, ele assinala que a regulamentação do Wi-MAX e outras tecnologias de acesso à internet rápida sem fio é uma questão “central”. “Defendo uma faixa de freqüência dedicada a redes comunitárias para uso público, para atender a essas zonas escuras que não são contempladas pelo mercado”, diz ele.
A TIC Domicílios entrevistou 10,5 mil domicílios nas cinco regiões brasileiras, num recorte que representa a realidade da população brasileira, de acordo com a Ipsos. Os questionários foram respondidos entre julho e agosto desse ano e estuda o acesso às tecnologias da informação e comunicação em domicílios, o acesso individual a computadores e à rede, as atividades desenvolvidas na web e o acesso sem fio (celulares). A margem de erro é de 1,5% no âmbito nacional e 5% regionalmente.






