Pesquisadores de segurança anunciam primeiro ataque prático de colisão SHA-1
SHA-1 foi projetado em 1995 pela Agência de Segurança Nacional (NSA) como parte do Digital Signature Algorithm.

Pesquisadores de segurança do instituto do CWI em Amsterdã, que trabalham com uma equipe do Google Research, afirmam ter encontrado uma maneira mais rápida de comprometer o algoritmo hash SHA-1, anunciando o que eles descrevem como “a primeira técnica prática para gerar uma colisão SHA-1”.
O SHA-1 foi projetado em 1995 pela Agência de Segurança Nacional (NSA) como parte do Digital Signature Algorithm. Como outros hashes, o SHA-1 também converte qualquer mensagem de entrada em uma longa sequência de números e letras que servem como uma impressão digital criptográfica para essa mensagem específica.
Nesse caso, “colisão” se refere à capacidade de gerar o mesmo hash várias vezes, potencializando um criminoso para enganar um sistema, fazendo-o aceitar um arquivo malicioso no lugar de sua contrapartida benigna.
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O ataque de colisão SHA-1, que o grupo batizou de ‘SHAttered’, é descrito em mais detalhes aqui. O site também revela uma prova do ataque na forma de dois PDFs com conteúdos diferentes, mas com o mesmo hash.
De acordo com os pesquisadores, sistemas que podem ser comprometidos com a técnica incluem assinatura de documentos, certificados HTTPS, controle de versão (git), sistemas de backup, atualizações de software, somas de verificação da ISO e muito mais.
“Agora é possível criar dois arquivos PDF colidindo e obter uma assinatura digital SHA-1 no primeiro arquivo PDF que também pode ser usada como uma assinatura válida no segundo arquivo PDF”, afirmaram os pesquisadores.
SHA-1 tem mais de duas décadas de idade, e técnicas de força bruta para atacá-lo existem desde 2005. Mas enquanto esses ataques foram capazes de encontrar colisões em 269 cálculos, ou cerca de 2.000 vezes mais rápido do que a força bruta, o método do CWI e do Google Research anunciado foi descrito como “mais de 100.000 vezes mais rápido do que um ataque de força bruta”. Daí a razão de ele ter sido considerado a “primeira técnica prática” para comprometer assinaturas digitais incorporando SHA-1.
Em um FAQ, os pesquisadores disseram que “o ataque SHAttered é 100 mil vezes mais rápido do que o ataque de força bruta que se baseia no paradoxo de aniversário. O ataque de força bruta exigiria 12 milhões de anos de GPU para ser concluído e, portanto, é impraticável”.
“Este ataque exigiu mais de 9.223.372.036.854.775.808 cálculos SHA1. Isso usou o poder de processamento equivalente a 6.500 anos de computação de CPU única e a 110 anos de computação de GPU único”, detalharam.
Os pesquisadores por trás do SHAttered ainda esperam que seu trabalho gere mais impulso para acelerar a transição para algoritmos hash mais robustos – dado o quanto a técnica acelera os ataques SHA-1.
“Esperamos que nosso ataque prático contra o SHA-1 finalmente convença a indústria de que é urgente mudar para alternativas mais seguras, como SHA-256”, alertam os pesquisadores. “É mais urgente do que nunca para os profissionais de segurança migrar para hashes criptográficos mais seguros, como SHA-256 e SHA-3”. E eles foram além: “Esperamos que nosso ataque prático ao SHA-1 sacramente o fato de que o protocolo não deve mais ser considerado seguro”.
O grupo diz que vai esperar 90 dias antes de liberar o código do ataque, de acordo com a política de divulgação de vulnerabilidades do Google. Eles também estão fornecendo um sistema de detecção gratuito para o público.
O suporte para certificados SHA-1 foi removido do navegador Chrome em janeiro, e o Firefox deve fazer a mesma coisa este ano. Além disso, conforme divulgou o TechCrunch, as autoridades de certificação que cumprem os regulamentos do CA/Browser Forum também não estão mais autorizadas a emitir certificados SHA-1.
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Redação iMasters





