Pesquisa revela aumento das preocupações sobre ameaças à TI corporativa
O relatório foi compilado a partir de dados recolhidos de 288 avaliações de tecnologias, cobrindo companhias de todos os tamanhos e setores em 32 países.
Segundo dados reunidos em 2013 pela Dimension Data, empresa detecnologia da informação, para o Network Barometer 2014, as regiões das Américas, Ásia Pacífico e Europa viram um crescimento relativamente alto em suas percentagens de Times de Resposta a Incidentes de Segurança de Produtos (Product Security Incident Response Team – PSIRT em inglês) desde o ano passado, enquanto Austrália, África e Oriente Médio permaneceram estáveis.
Usado no contexto de segurança da rede pelos aparelhos da Cisco, o PSIRT é um termo aplicado em relação a um erro de software ou vulnerabilidade que é identificada depois de vários testes e pesquisas de laboratório.
Segundo Raoul Tecala, diretor de desenvolvimento de negócios para Redes Corporativas da Dimension Data, o Network Barometer 2014 revela que existe uma forte correlação entre o aumento dos ativos corporativos antigos com o crescimento da percentagem dos aparelhos com vulnerabilidades, o que aumenta o risco operacional global de possuir uma rede sem manutenção.
Para Tecala, o crescimento do número de PSIRTs publicadas pela Cisco nos últimos anos é preocupante, porque assinala uma tendência crescente para redes mais desprotegidas. “E as redes não estão melhorando. De fato, nos últimos quatro anos, a percentagem global de ativos de TI com ao menos uma vulnerabilidade tem se mantido relativamente estável”.
Ele aconselha as organizações a padronizarem hardwares e softwares o tanto quanto possível, pois isso reduz a complexidade operacional em longo prazo. “Quanto mais softwares e hardwares forem usados nas redes corporativas, fica mais difícil a manutenção, e a eficiência operacional é dificultada devido a fatores de disparidade”.
O executivo acrescenta que patches de atualização não devem ser aplicados apenas por questões de correção, mas devem ser baseados em riscos calculados. “Por exemplo, se um aparelho é vulnerável, mas não suporta sistemas críticos ou interconexão com importantes partes da rede, a prioridade para atualizá-lo será menor do que a de um dispositivo com capacidade para rodar sistemas e conexões mais importantes na rede corporativa”.
Por fim, Tecala concluiu: “Enquanto não é possível saber sobre todas as ameaças de segurança avançadas, o melhor a se fazer é construir capacidades relevantes de proteção dentro das organizações para minimizar a exposição às vulnerabilidades”.
O relatório foi compilado a partir de dados recolhidos de 288 avaliações de tecnologias, cobrindo 74 mil equipamentos tecnológicos em companhias de todos os tamanhos e setores em 32 países.






