Para Dilma, dados devem ser armazenados obrigatoriamente no Brasil
Para presidente, Marco Civil da Internet deve garantir privacidade dos dados.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo quer que o Marco Civil da Internet determine que o armazenamento de dados brasileiros deve ser feito obrigatoriamente no Brasil. Segundo a presidente, o governo vai rever o projeto antes de colocá-lo em votação para “garantir melhor a privacidade” dos dados.
Uma reportagem do jornal “O Globo” de domingo afirmou que, na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency – NSA, na sigla em inglês). De acordo com a reportagem, em janeiro, o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados.
“Vamos dar uma revisada porque uma das questões que devemos observar é onde se armazenam os dados. Porque muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil, principalmente os do Google. Queremos obrigatoriedade de armazenamentos de dados de brasileiros no Brasil. E fazer revisão para ver o que pode garantir melhor a privacidade”, afirmou.
Para a presidente, a nova legislação brasileira que estabelece direitos e deveres de usuários, governo e empresas no uso da rede deverá oferecer segurança “primeiro, aos direitos humanos, à privacidade de cada pessoa, de cada cidadão. E segundo, mas não nessa ordem, a garantia de soberania do Brasil”.
Segundo Dilma, é necessário apurar se, de fato, houve participação de outros países e de empresas estrangeiras na suspeita de espionagem e que não deve haver pré-julgamento, mas reiterou que o Brasil não concorda com interferências como essas.
“Se houver participação de outros países, de outras empresas que não as brasileiras, seguramente é violação de soberania e de direitos humanos. Mas temos que ver sem precipitação, sem pré-julgamento. Agora, a posição do Brasil nessa questão é muito clara e muito firme. Nós não concordamos de maneira alguma com interferências dessa ordem, não só no Brasil como em qualquer outro país”, afirmou.
Com informações de G1







