O Software Livre, a evolução/revolução e a i-empresa.
A internet é a grande revolução/evolução
por facilitar a troca de informação entre os homens
através das mudanças do software e/ou hardware desenvolvidos.
A “cooperação do software livre”
é precisamente estabelecer a base da liberdade. O software
para ter liberdade precisa ser executado, estudado, copiado e
modificado. Obter um aparelho que cria dependência de manutenção,
sigilo do know-how sem que saiba o que está executando
nem como, perde-se a parcela da verdade e clareza no conhecimento
e desenvolvimento. Esse é um monopólio em ação
global cuja escravidão é pelo controle da informação.
“Já o software livre transforma-nos em pessoas conscientes
do uso e beneficio dessa moderna tecnologia da informação-TI”,
afirma a estudiosa Rosalvi Monteagudo, autora do livro “Autonomia
na Organização da I-Empresa”.
Rosalvi acredita que o software livre rende um
tributo ao mundo ao combater essa ação controladora
do conhecimento, que pela liberdade de pertencer a todos nós,
sem restrições, traz um grande benefício
à sociedade. “O software livre luta pela liberdade
de uso para pertencer a todos com liberdade, sem monopólio,
numa ação conjunta entre todos e na maior revolução/evolução”,
conclui.
O desenvolvimento dos softwares sendo livre proporciona
não somente economia sem o pagamento da licença,
mas pelo uso em compartilha dos recursos humanos, materiais e
econômico-financeiros.
“A adoção do software livre
é política pública, e estudam um decreto
em que o uso dos programas aplicativos básicos sejam livres,
sem precisar comprar licenças para usar software proprietário
(código fechado), além da independência dos
fornecedores e das falhas de segurança (backdoors). Além
do mais o software livre fez com que o governo poupasse milhões
de reais, através da liberdade da licença para poder
usar e distribuir sem precisar da autorização do
fabricante, acabando com o monopólio”, declara a
estudiosa.
O computador como o software é de utilidade
pública, portanto deve ser de todos. É uma tecnologia
que deve pertencer à humanidade, a fim de beneficiá-las
e pode ser usada em beneficio sócio-econômico, pois
possibilita uma grande economia pela compartilha dos recursos
humanos, materiais e econômico-financeiros. Portanto, é
democrática e precisa ser organizada sem protecionismo,
mas com participação entre os segmentos específicos,
através dos softwares livres para beneficio de todos.
Portanto, a criação, por exemplo,
de uma “I-Empresa” (termo ainda pouco compreendido)
propõe o desenvolvimento de uma empresa virtual que busca
a autonomia econômico-financeira pela organização
da geração de trabalho e do capital, a fim de distribuir
renda. Neste caso, um software livre, seria o ideal para estabelecer
seu uso com liberdade de todos em ação local, regional,
nacional e global, pois fixaria o homem em seu local de trabalho
, além de criar divisas e trabalho.
Os benefícios de uma “I-Empresa”
seriam inúmeros:
01. Economia
com o pagamento de licença.
02. Estabilidade
e segurança dos programas e independência dos fornecedores.
03. Tira
o sigilo do know-how.
04. Compartilha
os recursos humanos, materiais e econômico-financeiros.
05. Busca
a auto-sustentação.
06. Organiza
o capital dos cooperadores/donos pela geração de
trabalho e distribui a renda.
Rosalvi Monteagudo é
autora dos livros “Economia Solidária – Novas
Regras” e “ Autonomia na Organização
da I-Empresa”. Polêmica, ousada e visionária,
Rosalvi ministrou uma das palestras mais concorridas no último
Fórum Social Mundial de Porto Alegre.






