O mercado de serviços de comunicação de dados cresce no Brasil
O relatório recém-lançado pela IDC Brasil – Brazil Business Network Services 2004 – mostra que o mercado brasileiro de comunicação de dados movimentou cerca de R$ 6,1 bilhões em 2003, um crescimento de 9,2%, conforme previsto em estudo anterior. Apesar da guerra de preços ter sido marcante, este mercado revelou às operadoras brasileiras um novo panorama, cujos investimentos tornaram-se mais limitados enquanto a política de preços praticada passou a ser uma grande incógnita.
A questão da distribuição do mercado de comunicação de dados ainda é muito restrita e concentrada: apesar de existirem algumas empresas atuando neste segmento, mais de 83% do faturamento são dominados por 4 grandes operadoras – Embratel, Telemar, Telefônica e Brasil Telecom. Os 16% restantes estão divididos entre as SLEs , SCMs e Espelhos , entre as quais algumas encontram-se em situação financeira preocupante.
Segundo João Bustamante , Analista Sênior de Telecom da IDC Brasil responsável por esta pesquisa: “Existem oportunidades para as operadoras de serviços de comunicação de dados no provimento de soluções customizadas, inserindo o serviço de voz dentro das soluções de dados e estabelecendo Frame Relay e IP como principais tecnologias de infra-estrutura”.
IP VPN e os serviços vinculados a essa tecnologia apresentarão um crescimento significativo nos próximos anos, cujos principais alavancadores serão: a redução de custos, a maior necessidade de interligação dos escritórios regionais e o acesso remoto.
A IDC Brasil incluiu no estudo a análise do mercado de serviços de transmissão de dados comercializados diretamente ao usuário final (corporativo) e a outras operadoras (EILD).
Segundo as projeções da IDC Brasil, o mercado de comunicação de dados deverá movimentar cerca de R$ 8,3 bilhões em 2008, representando um crescimento médio de 5,3% ao ano em número de circuitos. Um aspecto importante observado pela IDC Brasil é o pouco valor percebido em produtos que trazem uma mensagem somente de inovação tecnológica, sem visar a redução de custos dos serviços de telecomunicações e o aumento dos níveis de produtividade nas empresas usuárias.






