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O AI Mode do Google agora rastreia preços de voos e reserva hotéis

Busca conversacional do Google passa a acompanhar preços de passagens, reservar hotéis com Google Pay e mostrar custos em milhas, movendo parte da jornada de viagem para dentro da IA.

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O AI Mode do Google agora rastreia preços de voos e reserva hotéis
Imagem gerada por IA

O Google anunciou nesta quinta-feira (27) que o AIInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI Mode, sua experiência de busca conversacional, passa a ajudar usuários a planejar e reservar viagens diretamente na conversa. Segundo o TechCrunch, o recurso agora rastreia preços de voos, permite reservar hotéis e mostra o custo de passagens e diárias em pontos ou milhas.

O movimento marca uma mudança de posicionamento: o AI Mode deixa de apenas encontrar informação e passa a executar parte do processo de reserva, aproximando a ferramenta de um agente de viagens automatizado.

Como funciona o rastreamento de voos

O usuário descreve para o AI Mode quando e para onde quer viajar, e a ferramenta exibe as melhores opções com os preços mais recentes de mais de 300 companhias aéreas e sites de viagem. Quem quiser fechar na hora pode montar o itinerário ali mesmo. Quem preferir esperar uma queda de preço pode pedir algo como "acompanhe esses preços de voo para mim" e passa a receber e-mails quando o valor muda para o destino e as datas informadas.

Segundo o TechCrunch, o rastreamento de preços de voos já está disponível em mais de 180 países. O Google não divulgou a lista completa desses países. Na prática, é a lógica do já conhecido Google Flights migrando para dentro da interface conversacional, com o alerta de preço embutido no fluxo de perguntas e respostas.

Reserva de hotéis com "Continue on Google"

Na parte de hotéis, o usuário conta ao AI Mode sobre a viagem e suas preferências e recebe uma lista de opções com avaliações e fatores relevantes. Ao escolher, aciona a opção "Continue on Google", que aparece ao lado dos parceiros integrados. A partir daí, dá para selecionar o quarto, revisar detalhes como a política de cancelamento e concluir o pagamento com Google Pay.

O Google deixa claro um ponto importante para quem constrói esse tipo de integração: o hotel ou a plataforma de reservas é quem processa a reserva e cuida do atendimento ao cliente. Ou seja, o Google atua como camada de descoberta e checkout, mas a operação segue com o parceiro.

A reserva de hotéis começou a ser liberada nos Estados Unidos, em inglês, e chegará nas próximas semanas com ofertas de Booking.com, Choice Hotels International, Expedia, Hilton, Hotels.com, IHG Hotels & Resorts, Marriott International, Priceline, Trip.com e Wyndham Hotels & Resorts. Não há data anunciada para o Brasil nem outros idiomas.

Custo em pontos e milhas

O terceiro recurso, esse disponível globalmente, permite ver o custo de voos e hotéis em pontos ou milhas. O exemplo dado pelo Google é uma pergunta do tipo: "quero viajar de Atlanta para Miami usando minhas milhas AA. Me ajude a achar voos diretos saindo 9 de outubro e voltando 12 de outubro". A ferramenta mostra quantas milhas são necessárias para reservar os voos correspondentes.

O que muda para quem trabalha com travel e e-commerce no Brasil

O recurso de milhas está disponível globalmente e o rastreamento de voos já cobre mais de 180 países, embora o Google não tenha detalhado quais. Independentemente da lista, a direção é clara: parte da jornada de descoberta e comparação de preços migra para dentro do AI Mode, um ambiente onde o resultado é gerado por modelo de linguagem, não por uma SERP tradicional de dez links azuis.

Para equipes de produto e engenharia de OTAs, companhias aéreas, redes hoteleiras e marketplaces de viagem, isso reforça uma tendência que já vinha sendo discutida em torno das buscas assistidas por IA: estar bem indexado não basta mais; é preciso estar estruturado para ser lido e citado por um agente. Os parceiros de hotel listados pelo Google entram no fluxo de checkout justamente por terem integração via as ferramentas de reserva do Google, algo que exige trabalho técnico prévio de feeds, disponibilidade e preços em tempo real.

Alguns pontos práticos que decorrem do anúncio:

  • Dados estruturados e feeds de inventário ganham peso, já que a IA precisa de preço, disponibilidade e políticas (como cancelamento) em formato consumível para montar a resposta e o checkout.
  • O checkout dentro do Google muda quem controla a última milha da conversão. Como o Google esclarece que a reserva e o suporte continuam com o parceiro, o desafio operacional de atendimento não desaparece, mas a captura da intenção acontece antes, na busca.
  • Programas de fidelidade entram no jogo de comparação: com o custo em milhas exposto na conversa, a competitividade em pontos passa a influenciar diretamente a recomendação.

O que ainda está em aberto

O Google não informou quando a reserva de hotéis chegará ao Brasil nem se haverá suporte ao português. Também não detalhou os critérios de ranqueamento das opções mostradas no AI Mode, nem como um estabelecimento fora da lista atual de parceiros pode se integrar ao fluxo de "Continue on Google". Tampouco publicou a relação dos mais de 180 países cobertos pelo rastreamento de voos. Para quem desenvolve produtos de viagem no país, o recado imediato é acompanhar a expansão e preparar a infraestrutura de dados, porque a tendência de buscas assistidas por IA já está em curso.

Fonte: TechCrunch

Este artigo foi escrito por Redação iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana. Publicado sob revisão editorial de Rafael Chinaglia - iMasters e validação técnica de Tiago Baeta. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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