MIT ensina inteligência artificial a combater ciberataques
Inteligência artificial analisa dados de dezenas de milhões de linhas de registro diariamente e aponta algo suspeito.

Um sistema chamado AI2, desenvolvido pelo Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory do MIT, promete ajudar a combater ciberataques. Ele analisa dados de dezenas de milhões de linhas de registro diariamente e aponta algo suspeito. O sistema consegue identificar 86% dos ataques, poupando o trabalho de analistas e a perda de tempo com ameaças falsas.
O AI2 destaca quaisquer sinais típicos de um ataque. Uma tentativa de ataque em um site de e-commerce, por exemplo, pode significar que alguém tentou um ataque de senha de força bruta. Já um aumento repentino nos dispositivos conectados a um único endereço IP pode sugerir roubo de credenciais.
Os pesquisadores destacam que o AI2 não seria possível sem a intervenção humana. Outros sistemas de aprendizado de máquina conseguem procurar atividades suspeitas em montanhas de dados, mas apenas o AI2 usa a entrada regular de analistas para transformar essa montanha em algo pequeno. Uma máquina não tem a experiência necessária para fazer o trabalho sozinha.
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“Você tem que levar alguma informação contextual para ele”, disse o líder da pesquisa Kalyan Veeramachaneni. Esse é o papel dos analistas humanos, que reconhecem variáveis externas que podem eliminar pistas falsas. Um exemplo óbvio e comum: empresas muitas vezes testam seus sistemas, causando irregularidades esperadas. Uma IA sem supervisão tem dificuldade de distinguir esse teste de uma ameaça legítima. O AI2 facilita essa descoberta.
“No primeiro dia, quando implantamos o sistema, ele se comportou como qualquer outro”, afirmou Veeramachaneni. Em vez de trabalhar isoladamente, porém, o AI2 mostra um especialista em segurança de 200 eventos mais anormais do dia. O analista fornece feedback, identificando tópicos legítimos. O sistema usa essa informação para ajustar o seu acompanhamento. Quanto mais vezes isso acontece, os menos discrepantes a AI identifica, melhorando a sua capacidade de identificar ameaças reais.
De acordo com os pesquisadores, embora o sistema seja uma grande promessa, ele não pode substituir analistas humanos, já que a segurança é muito importante, e as ameaças são muito variadas. “Os ataques estão em constante evolução. Precisamos de analistas para manter a sinalização de novos tipos de eventos. Esse sistema não pode se livrar dos analistas, mas aumenta a necessidade deles”, acrescentou o pesquisador.
Com informações de Wired







