NOTÍCIA

Microsoft recorre de decisão que proíbe venda do Word

Como previsto, a Microsoft não ficou quieta quando soube que a venda do Word seria proibida nos Estados Unidos. A gigante da informática entrou ontem na justiça americana com pedido para dar continuidade à venda do Microsoft Word enquanto o caso não for devidamente julgado.

A empresa teria, a partir de 12 de agosto, 60 dias para adaptar o Microsoft Word às exigências feitas pelo juiz Leonard Davis. Caso contrário, seria obrigada a interromper a comercialização do aplicativo em território norte-americano. Tudo por causa de funções relacionadas ao XML, que permitiriam leitura facilitada dos dados de um documento criado no Word por parte de outros aplicativos e sistemas. Para o usuário médio, as funções XML não fazem a menor diferença.

Quem reclama de infrações de patentes é a canadense i4i, que patenteou funções XML similares às que a Microsoft usa no Microsoft Word. O presidente da empresa, Loudon Owen, disse à CNET News que não tem a intenção de prejudicar o Word. Muito pelo contrário, caso as duas empresas façam um acordo – Owen se negou a comentar essa possibilidade -, ele ajudaria o bolso dos donos da i4i com um cheque vultoso ao permitir que a MS use as funções XML patenteadas.

Por sua vez, a empresa de Redmond considera que a patente da i4i é inválida, e por isso recorreu da decisão do juiz. A Microsoft espera, com o pedido, paralisar a proibição de venda do Word e acelerar as audiências nas quais poderá se explicar.

Por Thássius Veloso

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Ver perfil