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Meta projeta US$ 10 bilhões por ano com a IA da Anthropic

A Meta chegou a projetar gastos de até US$ 10 bilhões (dólares) por ano com modelos da Anthropic, segundo o The New York Times.

Meta projeta US$ 10 bilhões por ano com a IA da Anthropic
Imagem: Redação iMasters

Meta chegou a projetar gastos de até US$ 10 bilhões por ano com modelos da Anthropic, segundo o The New York Times. O valor surgiu em discussões internas de executivos. Enquanto isso, Mark Zuckerberg publicava críticas à concentração de poder nos grandes laboratórios de inteligência artificialInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI . Para quem escreve código, portanto, o caso vale como estudo de dependência técnica.

Meta transformou o Claude Code em ferramenta de rotina

O movimento ganhou força no início de 2026. Engenheiros da companhia passaram a usar o Claude Code de forma intensa. Em abril, inclusive, surgiram rankings internos para medir consumo de tokens. A prática recebeu o apelido de tokenmaxxing.

Depois, os preços subiram. A empresa então retirou os rankings do ar. Ainda assim, a companhia desembolsa centenas de milhões de dólares por mês com ferramentas da startup, segundo pessoas familiarizadas com as duas empresas.

Aqui aparece o primeiro recado prático. Gamificar consumo de token acelera a adoção, porém vira passivo financeiro em poucas semanas. Portanto, meça tokens por tarefa entregue.

Meta acelera o Watermelon para baixar a conta

A resposta interna tem nome: Watermelon. É o modelo que a companhia quer colocar no patamar dos principais sistemas da Anthropic. O desenvolvimento, no entanto, atrasou. Em julho, a fase de pretraining parou e depois voltou. Como resultado, o lançamento escorregou para outubro, no mínimo.

Também existe o Hatch, descrito por Zuckerberg como agente pessoal que trabalha de forma contínua em nome do usuário. Durante a construção, o time usou modelos da Anthropic para alimentar e testar o produto. A versão pública, porém, deve rodar no modelo mais recente da casa.

Muse Code e mostra o caminho da saída

Em junho, a companhia avisou os funcionários sobre bilhões em investimento e sobre um controle mais rígido desses gastos. Além disso, ampliou o uso do Muse Code, seu próprio agente de terminal. Desde então, o time troca cada vez mais as ferramentas da Anthropic pela alternativa interna.

Essa troca acontece rápido quando existe uma camada de abstração entre o código e o provedor. Na prática, isso significa três coisas. Primeiro, um cliente único para chamadas de modelo, com provedor definido por configuração. Depois, prompts e skills versionados fora do fornecedor. Por fim, métricas de qualidade por tarefa, para comparar modelos com dados próprios.

Sem essa camada, a migração vira reescrita.

Meta também vende para quem compra dela

A relação corre nos dois sentidos. Em junho, a Anthropic procurou a companhia para comprar até US$ 10 bilhões em capacidade computacional dos data centers, em contrato de dois anos. Até agora, nenhum acordo foi anunciado.

Enquanto isso, a Anthropic projetou receita anual acima de US$ 65 bilhões em julho. A empresa ainda prepara uma possível abertura de capital, com avaliação estimada em até US$ 2 trilhões.

O que muda no seu stack

Três leituras ficam para quem constrói software.

Primeiro, custo de token funciona como custo de infraestrutura. Trate assim, com orçamento, alerta e dono definido.

Segundo, fornecedor de modelo entra na lista de dependência crítica. Portanto, teste um segundo provedor antes da fatura apertar.

Por fim, discurso público e contrato assinado seguem trilhos diferentes. Escolha sua stack pelo benchmark e pelo preço por tarefa.

A disputa entre Meta e Anthropic continua. Sua arquitetura, contudo, pode ficar pronta para qualquer desfecho.

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