MeekaLabs quer desenvolver chatbots capazes de reconher sentimentos
A empreitada é uma parceria com doutores em ciências da computação da Unisinos, no Rio Grande do Sul. A meta é realizar um teste no primeiro semestre de 2017.

A start-up gaúcha MeekaLabs, especializada em projetos de chatbots↳Chatbots21 conteúdosiMasters Case – Cresce uso de chatbots no WhatsAppDevSecOps · nov 2020Criando um ChatBot em menos de 5 minutos? Sim, é possível!AI · abr 2019Chatbots que analisam tom de voz e texto reduzem frustração em atendimentosAI · jul 2025Ver tudo em AI → e de inteligência artificial, está pesquisando como criar chatbots que reconheçam sentimentos. A empreitada é uma parceria com doutores em ciências da computação da Unisinos, no Rio Grande do Sul. A meta é realizar um teste no primeiro semestre de 2017, aplicando computação afetiva ao chatbot do MeeKa (Android, iOS), app que auxilia noivas e noivos a planejarem seus casamentos.
“Estamos desenvolvendo um módulo de computação afetiva. A primeira versão vai focar em emoções básicas, como raiva, alegria, frustração”, explica Daniel Tamiosso, vice-presidente de engenharia e produtos da MeekaLabs. Dependendo do sentimento identificado, o chatbot adapta o seu tom. Eventualmente, pode transferir a conversa para um ser humano, dependendo também do sentimento identificado.
Para medir os efeitos da adoção de computação afetiva, os usuários do MeeKa serão divididos em dois grupos durante o teste, informou o Mobiletime. Metade seguirá atendida pelo chatbot atual e a outra metade, pela versão plugada ao módulo de computação afetiva. Hoje o Meeka tem 12 mil usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês) dos quais 2 mil conversam com o chatbot pelo menos uma vez por mês. O índice de acerto é de 80%. O Meeka utiliza a plataforma de processamento de linguagem natural da IBM, o Watson.
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Paralelamente, a MeekaLabs está trabalhando em outros projetos. Um deles, que está prestes a ser lançado, será um chatbot de comércio conversacional, dentro de um app. A empresa vem construindo módulos sob demanda, de acordo com os projetos que surgem, e depois pode aplicá-los em novos chatbots. Por enquanto, seus módulos são para uso próprio, não havendo planos de abrir APIs. A empresa espera lançar seis chatbots novos de terceiros no primeiro semestre de 2017.
Além do reconhecimento dos sentimentos, Tamiosso comenta que falta aos chatbots a compreensão do contexto das conversas. “Não conheço nenhum que entenda o que conversou no passado. O máximo que se guarda é o nome”, diz. Este é, sem dúvida, mais um passo importante a ser dado pelos chatbots.





