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Governo Federal estuda mudança na lei para universalizar acesso à internet

Três propostas, que podem ser colocadas em prática ainda neste ano, foram colocadas em consulta pública.

Governo Federal estuda mudança na lei para universalizar acesso à internet
Imagem: Redação iMasters

O Ministério das Comunicações está estudando modificar o atual regime de concessão aplicado às operadoras de telefonia fixa de forma a garantir que o acesso à internet aconteça em todo Brasil.

Três propostas, que podem ser colocadas em prática ainda neste ano, foram colocadas em consulta pública. A primeira extingue completamente o regime de concessão que é aplicado hoje às operadoras. Na segunda, a internet passa a fazer parte das concessões. Isso significa que os contratos com as teles seriam estendidos por mais 20 anos, mas também permitiria ao governo determinar exatamente quais serão as áreas atendidas de forma prioritária pelas companhias, além de fixar metas de qualidade, cobertura e suporte aos clientes. A terceira proposta parece ser a mais interessante tanto para as companhias quanto para o governo, pois envolve uma mistura dos dois modelos: nas grandes praças, onde a cobertura já é abrangente, as empresas funcionariam pelo modelo de autorização. Enquanto isso, o Ministério das Comunicações e a Anatel determinariam outras áreas que precisarão ser atendidas pelas companhias, seja para levar acesso onde ele ainda não existe ou para acabar com monopólios em regiões onde apenas uma prestadora funciona.

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Os contratos atuais foram firmados em 1998, logo depois da privatização da telecomunicação brasileira, e há anos vêm sendo considerados defasados e pouco adequados ao mercado atual. Em proposta anterior, as empresas de telecomunicações já haviam sugerido um modelo de troca, com incorporação dos bens herdados após o processo de abertura do mercado e promessas de melhoria na qualidade da rede e universalização da internet.

A universalização da internet foi também uma das principais propostas durante a campanha de Dilma Rousseff à reeleição, que, na época, prometeu instalar redes de fibra óptica em 80% das cidades do Brasil. Recentemente, o governo teria aberto negociações para que esse tipo de infraestrutura esteja presente em todas as moradias entregues na segunda fase do projeto Minha Casa Minha Vida.

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