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Google lança Gemini Omni 1.1 Flash com vídeo em 4K e prévias mais baratas em 360p

Atualização do modelo multimodal do Google mira quem coloca geração de vídeo em produção: extensão de cenas, controle de keyframes e rascunhos até 60% mais rápidos e a um terço do custo.

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Google lança Gemini Omni 1.1 Flash com vídeo em 4K e prévias mais baratas em 360p
Imagem gerada por IA

O Google anunciou em 27 de agosto de 2026 o Gemini Omni 1.1 Flash, uma atualização do seu modelo de geração de vídeo voltada a desenvolvedores. Segundo os gerentes de produto do Google DeepMind Anish Nangia e Alisa Fortin, o foco desta versão não é uma nova base de qualidade, e sim controle e custo: recursos que tornam o modelo "production-ready" para uso profissional via Gemini API no Google AIInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI Studio e na Gemini Enterprise Agent Platform.

Para quem constrói software no Brasil e vinha olhando geração de vídeo com IA como algo caro e imprevisível demais para produção, o conjunto de novidades mexe justamente nas duas variáveis que travam um projeto: previsibilidade do resultado e conta no fim do mês.

O que mudou na prática

Os destaques anunciados pelo Google:

  • Extensão de cenas. O modelo agora analisa até 10 segundos de contexto anterior para continuar um vídeo, contra apenas o último segundo dos modelos anteriores. É possível estender em incrementos de 10 segundos até um total acumulado de 40 segundos, com o que o Google descreve como melhor consistência visual e aderência à narrativa.
  • Primeiro e último frame. Dá para especificar os keyframes inicial e final de um take, e o Omni 1.1 gera o vídeo contínuo entre eles, o que a empresa aponta como útil para órbitas de câmera, transições de zoom e loops.
  • Rascunhos em 360p. Prévias leves em 360p rodam, segundo o Google, até 60% mais rápido e a um terço do custo em comparação com a resolução padrão de 720p do próprio Omni 1.1. O número de velocidade vem com asterisco: é baseado em throughput de sistema de 360p vs. 720p.
  • Upscale até 4K. Saídas finais podem ser geradas em 1080p ou 4K para produção.
  • Referências de vídeo no input multimodal. É possível referenciar até três segundos de vídeo para manter contexto visual e consistência de personagem.

O padrão de fluxo que o Google sugere fica claro nesses recursos: iterar barato em 360p até acertar a ideia e só então gastar em alta resolução. Na documentação, a chamada para estender uma cena aparece assim, já pedindo a resolução de prévia:

python
from google import genai

client = genai.Client()

interaction = client.interactions.create(
    model="gemini-omni-1.1-flash",
    previous_interaction_id=previous_video_interaction.id,
    input=[
        {"type": "text", "text": "Continue the scene."}
    ],
    response_format={
        "resolution": "360p",
    },
)

O custo é o argumento central

O ponto que mais interessa a quem coloca isso em produção é o modelo de escalonamento de resolução. Ao separar o rascunho barato (360p) da entrega cara (4K), o Google endereça o problema clássico de geração de vídeo: criadores costumam gerar várias versões antes de acertar a certa. Um dos exemplos de aplicação citados no anúncio, o "Draft Room", propõe exatamente isso, gerar 3 a 4 variações em 360p, variando um elemento por vez e comparando lado a lado.

Para times brasileiros que já experimentavam esses modelos, o efeito prático é a possibilidade de estimar melhor o custo por vídeo entregue: a fase de exploração, que é onde se queima mais chamadas, passa a custar uma fração. Vale acompanhar a tabela de preços oficial do Omni 1.1 Flash no Google AI Studio, já que os valores em dólar e o câmbio continuam pesando na conta de qualquer operação por aqui.

Quem já está usando

O Google listou clientes que já rodam o Omni Flash em produção via Agent Platform API. A Adobe integrou o modelo ao Adobe Firefly, e FigmaFigma3 conteúdosFigma Dev Mode funciona mesmo? Testando na práticaDev (Back & Front) · mar 2025Claude Design: nova aposta da Anthropic contra Figma e MicrosoftProduto & UX · abr 2026A importância do HTML e CSS para quem trabalha com UI Design e Design SystemProduto & UX · dez 2024Ver tudo em Produto & UX Weave e Runway também aparecem entre os que o adotaram. O crédito da Figma resume o argumento de "controle" que o Google vende nesta versão:

"Gemini Omni Flash is one of the strongest video models available in Figma Weave, where the canvas helps creative teams build on every generation, attaching references, branching different versions, and shaping something unique. With extensions, richer reference material, and 4K resolution, Gemini Omni Flash takes teams beyond generating videos to truly directing them."

Itay Schiff, Creative Director, Figma Weave

A GMI Cloud, também citada, destacou a precisão do modelo para conteúdo educacional e explicativo, "onde acertar é essencial".

A comunidade puxa o freio

No thread do Hacker News sobre o lançamento, a recepção mistura interesse técnico e ceticismo. O desenvolvedor Simon Willison notou o contraste estratégico entre os grandes players:

"Interesting that OpenAI abandoned Sora entirely but Google are continuing to invest heavily in their own video generation. Maybe because they see video generation as key to developing \"world models\"?"

simonw

A questão dos dados de treinamento também apareceu. O usuário Gecko4072 especulou sobre a origem do material que alimenta esses modelos: "So Seedance is good primarily because of TikTok and this because of YouTube. I wonder what portion of all recorded video is privately held in hard drives at people's homes or Apple photos."

Há ainda quem não se convença da qualidade. O comentarista polytely afirmou continuar com "major uncanny valley from any of the videos featuring humans", dizendo que algo nesses vídeos ainda o incomoda, um lembrete de que, apesar do salto em controle, a barreira do realismo humano segue visível para parte do público.

O que fica em aberto

O anúncio não detalha a tabela completa de preços em texto (ela aparece como imagem no post original), então o cálculo fino de custo por token ou por segundo de vídeo depende de consultar o Google AI Studio diretamente. Também não há benchmark independente comparando o Omni 1.1 com concorrentes, os únicos números divulgados (60% mais rápido, um terço do custo) são medições internas do Google contra sua própria versão 720p. Para times que avaliam adoção, o caminho sensato é testar o fluxo 360p-para-4K em um caso real antes de assumir os ganhos anunciados como garantidos.

Fontes: Hacker News · Reações no Hacker News

Este artigo foi escrito por Redação iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana. Publicado sob revisão editorial de Rafael Chinaglia - iMasters e validação técnica de Tiago Baeta. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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