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22 jul, 2026

Google desafia o Claude Mythos com IA de segurança que custa menos

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O Google entrou de vez na disputa por IAs de cibersegurança. Nesta semana, a empresa apresentou o Gemini 3.5 Flash Cyber. Esse é um modelo focado em achar e corrigir falhas de segurança no código. Além disso, ele promete um custo bem menor que o dos rivais.

A referência nessa categoria hoje é o Claude Mythos 5, da Anthropic. A OpenAI também joga nesse campo com o GPT-5.5-Cyber. Agora o Google chega para brigar por preço e por velocidade.

Gemini 3.5 Flash Cyber: o que essa IA faz no seu código

O objetivo do modelo é direto. Ele varre o código em busca de vulnerabilidades e sugere correções. Dessa forma, o time de segurança ganha tempo em tarefas que antes tomavam horas.

Segundo o Google, o Gemini 3.5 Flash Cyber roda de forma rápida e barata. Por isso, a ferramenta consegue chamar o modelo várias vezes seguidas. Assim, ela escaneia mais caminhos de execução do código. Quanto mais caminhos analisados, maior a chance de flagrar uma brecha escondida.

Google aposta no CodeMender para corrigir falhas antes do ataque

O novo modelo não trabalha sozinho. Ele será integrado ao CodeMender, o agente de IA do Google voltado a consertar problemas de segurança. Na prática, o CodeMender usa o Gemini 3.5 Flash Cyber como motor de análise.

A promessa é ambiciosa. O agente deve encontrar e corrigir a falha antes que um invasor a explore. Portanto, a lógica muda de reação para antecipação. Para quem cuida de AppSec, esse ganho de tempo faz toda a diferença.

Gemini bateu o Claude Opus 4.6 na caça a vulnerabilidades

Os números chamam atenção. No interpretador JavaScript V8, o Gemini 3.5 Flash Cyber encontrou 55 problemas de segurança. O Gemini 3.5 Flash comum achou 47. Já o Claude Opus 4.6 identificou 36.

O detalhe mais interessante vem agora. Dez dessas falhas não apareceram em nenhum outro modelo testado. Ou seja, o Gemini enxergou brechas que os concorrentes deixaram passar. Além disso, o modelo alcançou pontuações próximas às do Mythos 5.5 nos testes CyberGym AI.

Google entrega desempenho grande com preço de modelo pequeno

O preço é o argumento central dessa jogada. O Google ainda não revelou os valores oficiais do 3.5 Flash Cyber. Contudo, a empresa sinaliza um custo bem abaixo da concorrência.

Vale olhar a tabela atual para entender o contexto. A Anthropic cobra 10 dólares por milhão de tokens de entrada no Mythos. Na saída, o valor sobe para 50 dólares por milhão de tokens. Enquanto isso, o Gemini 3.1 Pro custa até 4 dólares na entrada e 18 na saída.

Esse abismo de preço pesa na decisão de quem desenvolve. Afinal, muitos times já sentem o impacto dos custos de IA no orçamento. Por isso, uma opção barata e competente tende a ganhar espaço rápido.

Google restringe o acesso e segue a trilha do Project Glasswing

O lançamento vem com um freio de mão puxado. No começo, o Gemini 3.5 Flash Cyber ficará disponível apenas para governos e parceiros confiáveis. A ideia é reduzir o risco de uso malicioso da ferramenta.

Essa cautela lembra uma decisão recente da Anthropic. A empresa adotou postura parecida com o Mythos dentro do Project Glasswing. Logo, o padrão do setor caminha para acesso controlado em modelos muito poderosos.

Google muda o jogo para quem escreve e revisa código

Para o desenvolvedor, essa corrida tem um lado prático imediato. Ferramentas de segurança movidas a IA estão ficando mais rápidas e mais acessíveis. Quando o preço cai, o acesso cresce.

Em resumo, a caça a vulnerabilidades deixa de ser luxo de grandes empresas. Aos poucos, ela vira rotina em times de todos os tamanhos. Portanto, vale acompanhar de perto a evolução desses modelos. O próximo bug crítico do seu projeto pode ser encontrado por uma IA antes de você.

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