Facebook testa melhorias no feed de notícias com grupo de usuários
Facebook aplica um questionário com 30 pessoas e busca introduzir um feed mais completo, com um conteúdo melhor integrado com preferências dos usuários.

O Facebook está tentando aprimorar o feed de notícias, mas dessa vez ouvindo diretamente os usuários. Um teste realizado nos Estados Unidos tenta relacionar o comportamento das pessoas com seus gostos na rede social, sem algoritmos. A pesquisa inicial aplica um questionário com 30 pessoas e busca introduzir um feed mais completo, com um conteúdo melhor integrado com preferências dos usuários.
Entregar um feed de notícias perfeito ainda é um desafio para o Facebook. Afinal, entre tantas curtidas, comentários, anúncios e cliques, desvendar o gosto do usuário não é fácil. Para tentar desvendar essas ações, a rede social está trabalhando em testes “pessoais”, no qual um grupo de usuários é posto para acessar uma versão especial do Facebook.
Desde 2006, os desenvolvedores tentam elaborar estudos para oferecer ao usuário conteúdos relevantes, em diferentes níveis. O novo teste piloto resolveu aplicar as questões para “usuários reais” e começou abordando um grupo de 30 pessoas para interagir com a rede social. O conteúdo oferecido é aleatório e sem classificações de ordem. O objetivo é que o usuário olhe uma história de cada vez. Esses avaliadores observam cerca de 100 “posts” por dia, e são pagos por unidades.
Em seguida, eles são convidados a responder algumas perguntas sobre a experiência de uso, com oito questões para cada postagem observada. Por fim, é pedido que eles escrevam um parágrafo explicando os sentimentos acerca de histórias específicas. “Nós realmente tentamos não expressar qualquer julgamento editorial”, diz o diretor de produtos do Feed de Notícias, Adam Mosseri.
Com o teste, a ideia é aprimorar o código para que o conteúdo oferecido se integre melhor com a necessidade do usuário. Durante esse estudo com as reações dos usuários, foram revelados alguns pontos importantes – um deles é que os internautas estão mais interessados em conteúdos publicados por amigos ou familiares mais próximos, como imagens e mensagens.
Outro fator é que “curtir” determinado post não significa realmente que o usuário tenha interesse primordial nele, e pode representar apenas uma tentativa de ter melhor contato com o dono do post. Os anúncios de empresas já não agradam tanto, e continuam não despertando grande interesse.
O Facebook ampliou recentemente o projeto para 600 pessoas nos EUA, trabalhando quatro horas por dia em casa. Segundo os planejamentos, esse número deve ser expandido para milhares, até que o Facebook alcance um tipo de questionamento direto para todos seus usuários.
Com informações de Techtudo








