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Facebook continua na mira de worms

Enquanto o Facebook trabalha para se tornar mais relevante e aumentar sua base de usuários com uma mudança visual, cibercriminosos trabalham incessantemente para roubar as identidades dos amigos, fãs e marcas que fazem parte da rede social.

O Facebook já teve que lidar com cinco ameaças de segurança no passado. De acordo com a Trend Micro, quatro novos aplicativos ameaçadores têm tentado fazer com que os membros do site revelem suas identidades e senhas. Uma nova versão do Koobface está rodando no site, instalando malware que leva os usuários a um link falso para um vídeo no YouTube.

O worm Koobface é perigoso, pois pode ser disseminado por um usuário que visite um site malicioso sem saber. Quando os criminosos executam o malware, ele procura por cookies criados pelas redes sociais online. A última versão mira o Facebook, mas versões anteriores já atacaram o MySpace.

Uma vez que o Koobface encontra os cookies das redes sociais, ele cria uma query DNS para identificar endereços IP que correspondam a domínios remotos. A Trendo Micro explica que esses servidores podem enviar e receber informações sobre a máquina contaminada. Quando conectado, o usuário malicioso pode comandar a máquina da vítima remotamente.

Ultimamente, o objetivo do worm é transformar o computador da vítima em zumbi e formar botnets para propósitos maliciosos. O Koobface tenta ser bem sucedido nesse sentido enviando uma mensagem para os amigos do usuário do Facebook. Ela contém um link para um site onde uma cópia do worm pode ser baixada.

De acordo com Michael Argast, analista de segurança da Sophos, os autores de malware investem tempo e energia em produtos e serviços do Facebook e de outras redes sociais, porque o esforço vale a pena. Apenas o Facebook possui mais de 175 milhões de usuários, o que o torna um alvo atraente.

“Vários usuários de computador têm sido condicionados a não abrir arquivos anexados e a não clicar em links desconhecidos, mas não pensam duas vezes em clicar em um vídeo enviado por um amigo do Facebook”, afirma o executivo.

Argast recomenda que as pessoas se protejam com antivírus, restrição de instalação de aplicativos do Facebook, que pensem bem antes de clicar em links enviados por amigos e que nunca instalem codecs de sites na esperança de ver alguma celebridade em situação comprometedora.

Ele acredita que mais ataques serão direcionados ao Facebook. “Enquanto isso for uma forma de propaganda bem sucedida, os criminosos vão continuar investindo. Eles são completamente motivados por ganho financeiro. Se há lucro, eles continuarão aprontando nas redes sociais”, finaliza.

Com informações do NewsFactor.

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