Facebook começa a identificar conteúdo falso
Rede social começou a testar a inclusão da palavra "sátira" ao título dos links que venham de sites especializados em notícias falsas.
Além de ser um site para permitir que pessoas se conectem com contatos, empresas e mídia, o Facebook se transformou em um lugar ideal para espalhar boatos falsos. Entretanto, ele está tomando medidas para acabar com isso.
Recentemente, a rede social começou a testar a inclusão da palavra “sátira” ao título dos links que venham de sites especializados em notícias falsas – caso do The Onion ou, no Brasil, o G17, o Sensacionalista e o piauí Herald.
O site Ars Technica flagrou a novidade e questionou o Facebook, que confirmou os testes. De acordo com a empresa, trata-se de uma demanda dos próprios usuários, que pediram por uma forma mais clara de identificar o conteúdo satírico que circula pela rede.
No entanto, a maneira como a tag está sendo usada ainda é complexa. Em vez de ser mostrada junto aos links postados pelos usuários, ela só consta nas sugestões apresentadas pelo próprio Facebook. Quando um internauta clica num link na rede, a rede social exibe automaticamente uma lista com três sugestões de páginas que ele poderia visitar, das quais ao menos uma pertence ao site que gerou as indicações.
Por exemplo: se você clicar num link do The Onion, aparecerão links de dois sites e outro do The Onion, que virá com um [Satire] (sátira, em inglês) antes do título original. Às vezes, as três sugestões são do mesmo site e, neste caso, todas viriam com [Satire]. Se os três links forem de sites satíricos identificados pelo Facebook, os três terão a tag em seus títulos.
Não se sabe quando a novidade entrará em funcionamento pleno, nem se ela será exportada para outros países. A operação não deve ser muito simples, já que depende de curadoria humana: o Facebook precisa saber que o site é especializado nesse tipo de brincadeira antes identificá-lo dessa forma.
Com informações de Olhar Digital








