NOTÍCIA

Fabricantes criam instituto para combater comércio ilegal no país

Dispostas a combater o comércio ilegal de
produtos de informática e eletrônica, sete fabricantes
– AMD, Dell, Intel, Microsoft, Panasonic, Philips e Semp Toshiba
– anunciam a criação do Instituto Brasil Legal (IBL).
O presidente da entidade, Edson Luiz Visnoma, destaca que o principal
objetivo do grupo é coibir o contrabando e a venda de equipamentos
contrabandeados e com preços subfaturados.

Na prática, Visnoma conta que o papel da
IBL vai ser de dar os subsídios para que o governo combata
o contrabando de forma mais efetiva. "Para tanto, vamos pegar
as informações que hoje cada uma dessas indústrias
tem sobre o mercado ilegal e apresentar isso de forma estruturada
para a Polícia e a Receita Federal", explica o presidente
da IBL. Ele complementa que, além de contribuir com os
órgãos governamentais, outro objetivo do instituto
é conscientizar o consumidor sobre os riscos de comprar
equipamentos ilegais, a partir de campanhas que podem ser realizadas
em conjunto com as associações que combatem a pirataria.

Para reforçar a importância desse
tema em território brasileiro, Visnoma cita uma pesquisa
da IDC apontando que, em 2004, o mercado cinza concentrou 77,5%
das vendas de desktop no país, alcançando assim
quase R$ 2 milhões, contra R$ 520 milhões das vendas
formais. "Dessa forma, os fabricantes que pagam impostos
têm de brigar por apenas 22,5% do setor", calcula.

Ainda segundo o executivo, um dos objetivos da
IBL é exatamente fazer com que esse índice caia
em curto prazo. "Assumi o compromisso de reduzir em, pelo
menos, 5% os números do mercado cinza de desktops em seis
ou sete meses", adianta o executivo. "Para tanto, nosso
papel é diminuir ao máximo o espaço do contrabandista,
até o momento em que ele perceba que não vale mais
a pena trazer de forma ilegal os produtos de informática
e eletrônica", reforça.

Quanto à redução da carga
tributária como uma maneira de aumentar a competitividade
das indústrias brasileiras, Visnoma aponta que esse deve
ser um objetivo de longo prazo da entidade. No entanto, ele aponta
que isso não deve acabar com o contrabando. "A luta
para reduzir e utilizar melhor os impostos não resolve
sozinha essa questão, porque, continua a existir uma condição
desigual, tendo em vista que o contrabandista não paga
imposto algum e pode praticar preços sempre mais baixos",
conclui.

Tatiana Americano é editora da revista
CRN Brasil e do portal ResellerWeb.

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

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