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Estudo sobre BYOD mostra que 60% das redes admitem dispositivos pessoais externos

Um levantamento da empresa Airtight, feito junto a 316 profissionais das áreas de TI e segurança de redes, avaliou as opiniões desses profissionais sobre o quão difundida está a tendência de emprego do modelo BYOD nas empresas, além de ter abordados a atitude das empresas em relação ao hábito ou interesse dos funcionários em trazer seus próprios dispositivos pessoais para a rede, bem como os fatores ligados à gestão e segurança em torno dessas questões.           

Entre as conclusões da pesquisa está o fato de 61% terem dito que veem a tendência BYOD como uma oportunidade de redução de custos com TI e aumento da eficiência. Mas o modelo é visto, ao mesmo tempo, como uma forte ameaça à segurança das empresas.

De acordo com Fernando Neves, presidente da AirTight no Brasil, o modelo BYOD avança de forma inexorável, devido à enorme disseminação dos dispositivos móveis e também em função da necessidade de agilidade nos serviços de acesso e transações de dados nos ambientes corporativos. “O problema é que a segurança em ambientes Wi-Fi ainda é o calcanhar de Aquiles das redes ligadas a negócios. Resolver e equacionar a questão da segurança é a condição básica para o amadurecimento do modelo BYOD”, completou.

Quando questionados sobre o quão difundido é o uso de dispositivos externos dentro das empresas, mais de 86% dos entrevistados garantiram que já utilizam o modelo, e apenas 11% afirmaram que não permitem dispositivos pessoais.

Além disso, a pesquisa revelou que 60% das empresas estão adaptando suas infraestruturas de TI para acomodar os dispositivos pessoais de seus funcionários ao invés de restringir o uso.

A Airtight está conduzindo pesquisa semelhante no mercado brasileiro, e os primeiros resultados mostram que ainda há muito a aprimorar em termos de segurança. Na avaliação do executivo, o momento atual no Brasil é de consolidação das redes sem fio, agora com a criação das redes BYOD “oficiais”, ou seja, dotadas de segurança e controle específicos para esse modelo. “Esse movimento de ‘oficialização’ é que tornará natural o próximo passo a ser dado pelas redes brasileiras, que é a expansão dos serviços associados à conexão de dispositivos pessoais dos usuários, funcionários e clientes”, concluiu.

O estudo completo feito pela AirTight pode ser encontrado neste link (pdf).

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