Episódio de sonegação aponta para fragilidade da segurança da informação
Desde o início do ano, realizando palestras sobre Segurança da Informação↳Segurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps →, a BIG FIVE Consulting (B5C) vê no episódio de sonegação de impostos, envolvendo uma empresa multinacional e sua distribuidora, a confirmação de um cenário de exposição de dados confidenciais, já antecipado pelas pesquisas. De acordo com a investigação, a denúncia do esquema partiu de um ex-funcionário da empresa, que levou os policiais aos e-mails corporativos e confidenciais trocados entre os envolvidos.
Graças a pouca ou nenhuma importância que a empresa dava às questões de segurança da informação, foi possível se chegar aos principais suspeitos do crime. Entretanto, o episódio além de revelar as ilegalidades cometidas, confirma o que um estudo realizado em abril, pelo IDC Brazil Information Securitys, já alertava: “apenas 6% das empresas identificaram as políticas de uso de e-mail e dos recursos de TI como parte dos objetivos de segurança corporativa” (Convergência Digital de 17-10-2007).
Ainda naquela edição do site, especializado em TI, a matéria informa que: “a maior parte das empresas revelou maior interesse em comprar equipamentos como firewalls, antivírus e anti-spam como melhor forma de prevenção e combate ao risco de segurança”.
Para Antonio de Sousa(foto), sócio-diretor da B5C e professor de MBA e pós-graduação na FIA/USP e Instituto Mauá de Tecnologia, os equívocos cometidos pelas empresas não estão apenas na pouca importância atribuída ao uso dos e-mails e à TI. De acordo com ele, “a corporação erra quando concentra a solução na compra de softwares, esquecendo os procedimentos mais adequados dentro das empresas para se coibir os riscos à segurança da informação”, disse. A esse respeito, conforme o site, o estudo do IDC mostrou ainda que 18% das empresas entrevistadas admitiram que não têm qualquer política definida sobre a questão.
“Não é raro identificar que mesmo ex-funcionários permanecem com seus acessos ativos”, disse o diretor da BIG FIVE. Para Sousa, com a apresentação de um programa de conscientização, pode-se eliminar consideravelmente uma série de problemas, a partir de dicas de como criar e manter um ambiente empresarial seguro quanto aos aspectos tecnológicos e comportamentais.
Um bom programa de conscientização deve ser desenvolvido de tal forma que envolva todos os colaboradores e diretores da empresa com dinâmicas de grupo, apresentação de vídeos sobre segurança da informação e engenharia social. A criação de concursos internos envolve os colaboradores ainda mais, tornando-os aliados às questões de confidencialidade.
Sousa destacou que “são os procedimentos de risco adotados por uma corporação e respaldados por uma política de segurança da informação, que proporcionam a não exposição dos dados sigilosos de uma empresa”.
Conforme a Consultoria, a partir de procedimentos de auditoria de sistemas pode-se identificar eventuais desvios de comportamentos na utilização indevida de e-mails e de softwares por parte dos colaboradores.






