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Entrevistados do e-Crime Congress querem prisão por violações de dados

Entre os motivos para as empresas não adotarem medidas contra roubos de dados está a escassez de profissionais capacitados em cibersegurança.

Entrevistados do e-Crime Congress querem prisão por violações de dados
Imagem: Redação iMasters

A Websense anunciou ontem os resultados de uma pesquisa internacional com profissionais de segurança, realizada no e-Crime Congress deste ano. 98% dos entrevistados acreditam que a lei deveria aplicar punições por graves violações de dados que expõem a perda de informações dos consumidores, como multas (65%), divulgação obrigatória (68%) e indenização para consumidores afetados (55%). E 16% defendem até mesmo a detenção e prisão do CEO ou dos membros da diretoria.

Os entrevistados acham que as empresas que não adotam medidas contra a perda e roubo de dados deveriam tê-las como item de agenda, mas essa prioridade ainda não é suficientemente alta (45%). Além disso, 70% dos entrevistados afirmaram que o CEO deveria ser integralmente responsabilizado no caso de uma violação. E a pressão continua crescendo, visto que 93% de todos os entrevistados acreditam que o advento da Internet das Coisas tornará as empresas ainda mais vulneráveis ao roubo de dados.

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77% dos entrevistados dizem que os funcionários se conectariam a uma rede Wi-Fi não protegida para responder a um pedido urgente do CEO ou de um executivo da empresa, com pouco mais de 30% dos profissionais de segurança dizendo que eles mesmos fariam algo assim.

As divulgações de roubo de dados nas manchetes parecem inadvertidamente estar ajudando as empresas a abordar os problemas. Três quartos dos profissionais de segurança acham que a publicidade ajudou outras empresas a criarem um caso para orçamento, foco e recursos. Apenas 15% acreditam que as manchetes têm impedido isso, já que fazem as empresas sentirem-se impotentes na proteção contra esses ataques.

Um terço dos entrevistados considerou que as empresas acreditam que seus negócios não seriam afetados por perdas de dados, e mais de um terço (35%) acha que as empresas acreditam que estão protegidas, mas a tecnologia utilizada não é adequada para combater o roubo de dados.

Além disso, enquanto 70% acreditam que em última análise o CEO é o responsável no caso de ocorrer uma violação de dados, 13% acreditam que o Diretor de Segurança (CSO) deva ser responsabilizado. 9% consideram que a responsabilidade deve ser do restante da diretoria (sem contar o CEO e o CSO), 5% acreditam que a responsabilidade deve ser do Departamento de TI e 4% dizem que o funcionário é o responsável pela violação.

A pesquisa internacional contou com a participação de 102 entrevistados, de 15 países. Todos estavam entre os delegados que participaram do Congresso Anti-eCrime em Londres, em 10 de março de 2015. Entre eles estavam profissionais de segurança de organizações de governos e dos setores público e privado, bem como de gerentes sênior encarregados do risco, auditoria e conformidade.

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