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Demanda por skills em GenAI cresceu cinco vezes em dois anos, aponta estudo

Pesquisa do centro de estudos macroeconômicos do Sberbank mostra que a busca por competências em IA generativa saltou para além das vagas técnicas, atingindo marketing, design e funções administrativas.

Demanda por skills em GenAI cresceu cinco vezes em dois anos, aponta estudo
Imagem: Redação iMasters

Um estudo do Centro de Pesquisas Macroeconômicas do Sberbank, divulgado pelo CNews, aponta que a parcela de vagas exigindo habilidades em IA generativa (GenAI) cresceu cinco vezes em dois anos no mercado de trabalho russo. O dado, embora venha de um contexto específico, ilumina um movimento que também afeta quem constrói software no Brasil.

O ponto central da pesquisa é a mudança na natureza da demanda. Segundo o estudo, o mercado entra em uma fase de reestruturação: os empregadores deixam de pedir apenas automação de operações isoladas e passam a valorizar a capacidade de usar IA para amplificar o trabalho humano (o chamado efeito de augmentation).

O que os dados mostram

Alguns números do relatório ajudam a dimensionar a mudança:

  • A parcela de vagas com alto potencial de automação caiu de 30,5% para 24,1%.
  • A parcela de vagas com alto grau de augmentation subiu de 18,0% para 23,6%.
  • A demanda por GenAI saiu do território puramente técnico e cresceu em marketing, design, SMM e funções administrativas.

Segundo o estudo, a relação entre exposição à IA e demanda de contratação permanece fraca, porque dois efeitos opostos agem ao mesmo tempo: a substituição de tarefas (automation) e a complementação do trabalho humano (augmentation).

Novas funções que aparecem no radar

O relatório lista papéis profissionais que surgem ou ganham tração com a IA generativa. Vale acompanhar, porque muitos já aparecem em vagas no Brasil:

  • Prompt engineer (engenheiro de prompts)
  • LLMOps engineer, focado em operação de modelos de linguagem em produção
  • Desenvolvedor de agentes de IA
  • AI product manager
  • AI trainer / anotador de dados

Do outro lado, o estudo sinaliza funções com alta exposição à automação, como vendedores, contadores e operadores de call center, categorias que concentram vagas em massa.

O peso das ferramentas nacionais

Um detalhe específico do mercado russo: a pesquisa nota um deslocamento da demanda em direção a modelos locais. O GigaChat (GigaChat) chegou ao terceiro lugar em menções nas vagas, e o gerador de imagens Kandinsky subiu da 12ª para a 8ª posição. É um recado sobre soberania tecnológica que dialoga com discussões brasileiras sobre dependência de fornecedores estrangeiros de IA.

O que muda para o dev brasileiro

O estudo trata da Rússia, com uma taxa de desemprego em mínima histórica de 2,1% e um déficit de mão de obra que pressiona por ganhos de produtividade. O contexto do mercado brasileiro é diferente, mas a tendência de fundo (a demanda migrando de automação para augmentation) é a mesma que aparece em relatórios globais de contratação em tecnologia.

Na prática, para quem programa no Brasil, o recado do relatório é sobre posicionamento de carreira. As competências que ganham valor não são as de executar tarefas repetitivas que um modelo faz sozinho, mas as de orquestrar IA dentro de um fluxo de trabalho: integrar LLMs a produtos, colocar modelos em produção com práticas de LLMOps, construir agentes e avaliar resultados de forma crítica.

Algumas frentes concretas para estudar a partir do que o estudo sinaliza:

  • LLMOps e observabilidade de modelos: versionamento, avaliação, custo e monitoramento de LLMs em produção.
  • Desenvolvimento de agentes: orquestração de ferramentas, uso de APIs e frameworks de agentes.
  • Engenharia de prompts aplicada, integrada ao ciclo de desenvolvimento, e não como habilidade isolada.
  • Integração de IA em produtos existentes, papel cada vez mais próximo do de product manager.

Como resume Aleksandr Isakov, chefe do centro de pesquisas do Sberbank, no comunicado ao CNews, a adoção de IA acelera a polarização da demanda por especialistas conforme o potencial de automação de cada função. Ou seja: a IA no mercado de trabalho, hoje, não é só corte de tarefas rotineiras, mas também o surgimento de novas profissões e a mudança nos requisitos exigidos dos candidatos.

Para o dev brasileiro, a leitura útil não é o número em si, mas a direção: as vagas caminham para papéis onde a tecnologia reforça o humano, em vez de simplesmente substituí-lo.

Fonte: CNews (Rússia)

Este artigo foi escrito por Redação iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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