Datasul inaugura subsidiária na Argentina
Com investimentos de US$ 3 milhões, empresa estrutura atuação no País vizinho, e fortalece estratégia de internacionalização
A Datasul inaugurou ontem em Buenos Aires, na Argentina, sua primeira subsidiária própria na América Latina. “Pretendemos ser o terceiro player no mercado argentino em até cinco anos”, afirmou Jorge Steffens, presidente da Datasul. A iniciativa faz parte da estratégia de globalização da empresa.
Para se firmar no mercado Argentino junto com SAP e Oracle↳Oracle22 conteúdosOracle lança Java 26 para aumentar produtividade de desenvolvedoresDev (Back & Front) · mar 2026Oracle oferece o primeiro cluster de computação em nuvem em escala ZettaDevSecOps · jan 2025Oracle abre inscrições para o ONE, programa gratuito de formação em tecnologia e inteligência artificialData · dez 2024Ver tudo em Data →, a empresa anunciou a contratação do executivo argentino Jorge Nigro – ex-IBM, Informix e Ardison, e ex-integrante da Câmara Argentina de Software e Serviços Informativos (CESSI) – como country manager, além de dez vendedores (que se somarão aos dois que a empresa já tinha no País), e investimentos em treinamento de pessoal, marketing, eventos e assessoria de imprensa. No segundo semestre, a Datasul também iniciará operações na cidade de Rosário, segunda maior do país.
De acordo com Steffens, a Datasul já investiu U$S3 milhões na estruturação e melhoria dos negócios na Argentina, cifra que inclui a aquisição da Meya – desenvolvedora e prestadora de serviços na área de ERP – em dezembro do ano passado. “Também queremos fazer parte da comunidade de software argentina”, destacou o executivo.
Com atividades no País desde 1995, a Datasul tem quatro escritórios, e 90 clientes na Argentina (sendo 40 oriundos da Mayer), o que justificou o investimento. “Sentimos necessidade de ter uma subsidiária 100% Datasul para melhorar o relacionamento com os clientes e traçar estratégias”, conta Steffens. Nas unidades do Chile, Colômbia e México, a Datasul atua sob o modelo de franquia.
Na Argentina, a empresa mantém ainda um centro de desenvolvimento localizado na cidade de Córdoba, onde cerca de 40 profissionais, trabalham na tradução das soluções para a língua espanhola. “Os custos de produção estão 50% mais baratos na Argentina”, pontuou Steffens. Segundo ele, questões como câmbio, subsídios governamentais, e baixo custo da mão-de-obra têm forte impacto. “Estamos analisando coisas que fazemos no Brasil para levar para a Argentina, tanto pelo fator custo, quanto pelo fator risco”, revela Steffens. Para ele não é interessante deixar “todos os ovos na mesma cesta”.
Segundo Steffens, a atuação internacional não chega a 5% do faturamento da Datasul – R$191 milhões em 2006 – mas a estratégia é fundamental para a empresa. “Estamos sendo demandados pelo mercado e por nossos clientes”, disse.
Além da atuação internacional, há cerca de três anos, a Datasul também investe no offshore. Hoje, são mais de 100 clientes do modelo ASP, e novos investimentos começam a ser feitos em full outsourcing. Para Paulo Caputo, diretor de novos negócios da Datasul, as perspectivas para o Brasil nesta área são fantásticas. “Os desenvolvedores brasileiros têm conhecimento da tecnologia e estão antenados com a realidade dos negócios por conta da nossa realidade econômica”, explicou.
Na opinião de Caputo, as grandes oportunidades estão localizadas nos Estados Unidos e na Europa, por conta da proximidade com o Brasil. Para ele o País está pronto para aproveitar está oportunidade, com condições macroeconômicas e educacionais favoráveis, o que falta é uma visão de longo prazo do governo sobre o setor. “Os serviços são grande parte do PIB”, avalia.







