Data centers brasileiros vendem nuvem de maneira errada
Estudo da Frost & Sullivan revela que 85% ainda não cobram por uso, como prega o modelo.
Um estudo realizado pela Frost & Sullivan constatou que os prestadores de serviços estão vendendo cloud computing↳Cloud30 conteúdosGerenciamento de infraestrutura multicloud com Kubernetes proporciona otimização e economiaDevSecOps · set 2021Vivo assina contrato para aquisição da IPNET e cresce em cloud computingDevSecOps · ago 20245 tendências da computação em nuvem para as empresasDevSecOps · abr 2022Ver tudo em DevSecOps → de forma errada no Brasil. Apesar de anunciarem ofertas de cloud computing, menos de 25% desses 25 data centers realmente estão vendendo serviços de TI de acordo com a proposta desse novo modelo. O alerta é de Fernando Belfort, líder de tecnologia da Frost & Sullivan para a América Latina, que visitou pessoalmente essas empresas para saber o que elas estão entregando de fato na nuvem e como estão cobrando os serviços.
“Quase 85% não estão vendendo cloud com a cobrança por uso. Eles estão vendendo ofertas de nuvem de forma errada”, afirmou Belfort. Ele lembrou a definição desse modelo: “Nuvem é um ambiente compartilhado flexível e escalável em que os terceiros fornecem a distribuição de recursos computacionais para clientes de acordo com a demanda. A cobrança é realizada com base na utilização”.
De acordo com Belfort, a forma de cobranças de nuvem praticada pela maioria dos data centers brasileiros ainda não segue esse modelo, o que gera confusão no mercado e impede que o setor decole no País.
Em entrevistas com CIOs brasileiros, a consultoria constatou que os executivos já têm um maior entendimento sobre cloud computing e perceberam que a contratação de TI pelo modelo de serviço é estratégica. Esse tema está na agenda de inovação deles, que sabem que a nuvem impacta pessoas, traz valor para os negócios e vantagens competitivas, assim como riscos.
Belfort destacou que o conceito de nuvem está mais maduro no Brasil e já passou da fase de entendimento, mas a sua taxa de adoção ainda é baixa por causa de desafios enfrentados por esse modelo.
O estudo da Frost & Sullivan revelou que 75% dos CIOs entrevistados mencionaram que a alta disponibilidade é o maior impulsionador para contratação de cloud, seguida por escalabilidade (72%) e redução de custos (42%). Mas também há o outro lado – as barreiras para a adoção. Segundo os levantamento, os aspetos de segurança ainda são o principal inibidor (69%), seguidos por problemas com infraestrutura de telecomunicações (54%) e dificuldade de integração com o legado (44%).
Outro dado levantado pela pesquisa foi o fato de a contratação de nuvem estar envolvendo o alto escalão das empresas: somente 34% dos CIOs decidem sozinhos e 40% juntos com o CFO. Em 22% dos casos, o processo é feito junto com o CEO, CIO e CFO, o que significa que os CEOs estão participando da escolha dos prestadores de serviços devido à importância que esse tema está ganhando dentro das organizações.
Abaixo, os fatores que as empresas levam em consideração na hora de escolher um provedor de nuvem, segundo o estudo da Frost & Sullivan:
- Segurança – 78%
- Preço – 46%
- Referência do prestador de serviço no mercado – 42%
- Infraestrutura tecnológica – 36%
- Parceiros tecnológicos – 26%
- Portfólio de serviços – 18%
- Marca – 18%
- Presença local – 14%
- Experiência – 14%
- Outros – 6%
A pesquisa envolveu cerca de 25 data centers instalados no Brasil, e foram feitas entrevistas com mais de 120 gestores de TI.
Com informações de Computerworld








