Computação baseada no caos já é possível graças a circuitos híbridos
Cientistas demostraram que combinar componentes digitais e analógicos no interior de circuitos integrados não-lineares, que funcionam baseados na teoria do caos, pode melhorar a potência computacional dos processadores ao permitir o processamento simultâneo de um maior número de entradas.

Vivek Kohar e seus colegas da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, demostraram que combinar componentes digitais e analógicos no interior de circuitos integrados não-lineares, que funcionam baseados na teoria do caos, pode melhorar a potência computacional dos processadores ao permitir o processamento simultâneo de um maior número de entradas.
Os cientistas garantem que essa abordagem viabiliza a fabricação de circuitos que executam mais cálculos sem nem mesmo aumentar o tamanho físico dos processadores. Com isso, a computação baseada no caos se torna uma alternativa para escapar dos limites da física em termos do tamanho dos transistores.

“O ruído sempre foi um grande problema em quase todas as aplicações de engenharia, incluindo dispositivos de computação e comunicações. O nosso sistema é não-linear e, desta forma, o ruído pode ser ainda mais problemático,” disse Kohar.
Circuito híbrido
Para resolver o problema, Kohar criou um sistema híbrido que usa um bloco digital de portas AND e um circuito analógico não-linear para distribuir a computação entre os circuitos digitais e analógicos.
O resultado é uma redução exponencial no tempo de cálculo, o que significa que a saída pode ser medida antes que os desvios causados pelo ruído cresçam muito. Em outras palavras, informou o Inovação Tecnológica, os cálculos são feitos tão rapidamente que o ruído não tem tempo para afetar sua precisão.
Para melhorar ainda mais a precisão, a solução combina múltiplos sistemas, em um acoplamento que cria uma rede de segurança capaz de reduzir o efeito de desvios causados pelo ruído na fase final da computação.

“Os sistemas são ajustados de tal forma que, no momento da medição, o nosso sistema está no máximo ou no mínimo – nos pontos onde os efeitos do ruído são geralmente baixos e muito menores se os sistemas estiverem acoplados. Considerando o exemplo do alpinismo novamente, isso significa que tomamos as médias dos alpinistas quando eles estão em locais de repouso, como em um pico ou em um vale, onde as distâncias entre eles são menores,” explicou Kohar.
Com a arquitetura calculada e demonstrada, agora será uma questão de esperar que os engenheiros construam os primeiros circuitos práticos para demonstrar essa nova forma de computação baseada no caos imune a ruídos.





