Comissão vai avaliar vigilância e liberdade na Internet
Grupo foi anunciado durante Fórum Econômico Mundial de Davos.
Nos próximos dois anos, uma comissão independente vai discutir o futuro da Internet e da governança na rede. Anunciado ontem durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, na Suíça, o projeto será integrado por 25 políticos, acadêmicos, antigos membros de agências de inteligência e especialistas que analisarão a liberdade, a segurança e a vigilância na rede.
Presidida pelo ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, a comissão é uma ideia dos laboratórios de ideias CIGI e Chatham House. De acordo com Bilt, os três aspectos estão “intimamente ligados” e fazem parte do debate iniciado com as revelações do ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, que revelou os programas americanos de espionagem em massa.
O objetivo da comissão será fomentar discussões públicas e debates sobre o futuro da governança da Internet por meio de uma plataforma pública de consulta e de outros canais institucionais. Além disso, os integrantes darão uma “visão estratégica” sobre o futuro da rede, que deve servir como roteiro para os países que defendem uma Internet “livre e aberta”.
O foco será promoção uma “governança legítima”, dar impulso à inovação, garantir os direitos humanos e prevenir riscos “sistêmicos”, de acordo com os analistas da CIGI e Chatham House. Eles reconhecem que, embora o controle da rede “pareça técnico e esotérico” para muita gente, é uma questão “altamente política”.
“A governança da Internet é importante demais para ser deixada apenas nas mãos dos governos. A Internet é uma parte fundamental da economia global e a maneira de administrar seu futuro será decisiva para facilitar seu desenvolvimento para todos”, concluiu a diretora de pesquisa do departamento de segurança na Internet da Chatham House, Patricia Lewis.
Com informações de G1








