Brasileiros ainda não adotam pagamento móvel
As operadoras de telefonia e de cartões de crédito no Brasil estão investindo com otimismo no uso dos celulares como forma de pagamento móvel. As empresas acreditam que o país registrará um crescimento mais rápido do que em outros mercados no setor.
De acordo com o diretor da Vivo, Hugo Janeba, a empresa já possui uma base de 300 mil clientes, que deve chegar a 500 mil até o fim do ano. Ele acredita que o Brasil, pela maturidade do setor de telecomunicações e financeiro, pode avançar com mais velocidade no segmento.
Para teles e para financeiras, um grande passo já foi dado com a superação do receio mútuo de que um setor invadiria a seara do outro. Na Vivo, o serviço é feito em convênio com o Banco Itaú e com a operadora Redecard. Na Oi, o Oi Paggo une a empresa com Banco do Brasil e Cielo.
Roberto Rittes, da Oi Paggo, afirma que pelo fato de o celular ser uma plataforma mais barata, ele tem mais condições de viabilizar a bancarização dos mais pobres. Isso sem falar que se trata de um equipamento com o qual as pessoas possuem bastante familiaridade.
Entretanto, uma pesquisa realizada pela consultoria KPMG a cada 18 meses em diferentes países revelou que existe uma resistência maior entre os brasileiros. “No mundo, um terço dos usuários de celular se sente confortável com o uso do pagamento móvel, mas no Brasil são apenas 28%. E enquanto na média global 38% dizem não se sentirem confortáveis, no Brasil o índice é de 43%”, diz Carl Geppert, da KPMG.
No levantamento anterior, porém, 94% dos brasileiros nunca tinham feito compras através do celular, índice que caiu para 80% na pesquisa deste ano. Segundo Geppert, as principais resistências estão ligadas à segurança – ou o medo da falta dela – e ao preço do serviço.
Com informações de Convergência Digital






