Brasil lidera projeto de certificação para gerenciamento de ativos de TI
Brasil é terceiro país a implementar processo de certificação Verafirm, da BSA Software Alliance, voltada para gerenciamento de ativos de TI nas empresas.

O Brasil é o terceiro país do mundo a implementar o processo de certificação Verafirm, da BSA Software Alliance, voltada para o gerenciamento de ativos de TI nas corporações – os outros foram Índia e México. O modelo será formalizado no dia 7 de maio, em parceria com o UNASP (Centro Adventista de São Paulo), e formado por três campi universitários – um na capital, São Paulo, outro na cidade de Hortolândia, onde está a sede, e o terceiro em Engenheiro Coelho, no interior do estado. A primeira certificação Verafirm foi concedida no ano passado para a fabricante de produtos elétricos catarinenses Romagnoli.
Segundo dados divulgados pela IDC, 56% das empresas que adotaram processo de gestão dos ativos de software descobriram que tinham mais ferramentas do que realmente precisavam. Por outro lado, 38% tinham licenças insuficientes. O mesmo levantamento global mostrou que as organizações perdem uma média de US$ 407,00 em custos de licenciamento de software por computador, por ano. A escolha do Brasil para impulsionar a certificação – que atende a ISO 19770-1- é justificada pela importância do país nos negócios da BSA Alliance.
“O Brasil é um dos países onde mais se aposta nesse controle de ativos de TI. E o nosso processo vai muito além de um selo. A ideia é permitir, de fato, que as corporações entendam o gerenciamento de ativos”, explicou Frank Caramuru, líder da BSA Alliance no Brasil. O plano da entidade é certificar seis unidades no Verafirm até o final deste ano e, em 2016, chegar a 11 entidades certificadas. O custo médio para se alcançar essa certificação varia de R$ 12 mil, para empresas com até 250 computadores, a R$ 17 mil, para as que ficam entre 251 a 500 computadores.
Ao obter a Verafirm, a corporação não só tem a garantia de que está operando de acordo com padrões de excelência globais e de que está otimizando os seus investimentos em software, mas também obtém o benefício da abstenção de auditoria de software por dois anos, fornecido pelos fabricantes que participam da certificação. “Quem se certifica é a empresa e não o profissional de TI. Essa é uma questão importante. Gerenciamento de ativos de TI é um desafio para todas as áreas e não apenas para a TI especificamente”, destacou Caramuru. O programa foi desenvolvido com participação de experientes profissionais e auditores de SAM (Software Asset Management) e do time BSA.
De acordo com a BSA Alliance, os principais benefícios da certificação são: o retorno do dinheiro investido – uma vez que 80% das empresas certificadas reduzem seus custos com licenciamento em 35%; tolerância nas auditorias, pois a certificação isenta a empresa de processos de auditoria por dois anos; segurança da informação e reconhecimento global. Para receber a certificação Verafirm, o UNASP implementou as melhores práticas para a gestão de seus ativos de software, de acordo com os padrões internacionais da Verafirm, e depois passou por uma auditoria externa que comprovou o sucesso da operação. Todo o processo levou dois meses.
Para manter e sistematizar essas práticas no longo prazo e de acordo com a realidade do centro, o UNASP vem cumprindo o curso BSA para Software Asset Management (SAM). “O curso de Software Asset Management (SAM) foi desenhado para profissionais da área de TI, mas pode ser estendido a outros executivos, na medida em que a tecnologia se torna cada vez mais estratégica dentro das empresas”, completou Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil.
Com informações de Convergência Digital







