Brasil é um dos alvos de malware espião governamental
Descoberto pela Kaspersky, ele já infectou aparelhos em 31 países.
A Kaspersky Lab descobriu um malware governamental que infectou aparelhos em pelo menos 31 países, incluindo o Brasil, com o objetivo de roubar informações secretas de órgãos do governo, embaixadas e empresas de energia, óleo e gás, além de centros de pesquisa e de organizações ativistas.
Chamado de “The Mask” ou “Careto”, devido à sua origem espanhola, o malware é considerado pela Kaspersky mais perigoso do que o “Duqu”, usado para roubar informações sobre as usinas nucleares do Irã.
A praga virtual é capaz de interceptar mensagens criptografadas e atingiu 380 vítimas únicas, entre mais de mil IPs. Desse total, 137 são do Brasil, que fica atrás apenas do Marrocos, com 384 IPs atacados.
O malware rouba documentos e certificados digitais usados para criptografar as conexões. Se tiverem acesso a eles, os criminosos podem interceptar comunicações criptografadas e, assim, conseguir todo tipo de informação confidencial. Além disso, ele tenta roubar as configurações de redes privadas, chaves para quebrar a criptografia em comunicações remotas entre servidores e clientes e até arquivos capazes de abrir automaticamente um canal de conexão com outro computador.
Entre os artifícios do malware, alguns são capazes de camuflar sua atuação: um “rootkit” (software que esconde a existência de certos processos ou programas), e um “bootkit” (programa que burla processos de validação e, na prática, esconde o “rootkit”, deixando-o livre para atuar).
Para a Kaspersky, o malware foi desenvolvido por uma ação governamental, devido a seus objetivos, seu conjunto de mecanismos de defesa e segurança e sua capacidade de invadir qualquer sistema operacional.
O “The Mask” foi descoberto no ano passado, mas atua desde 2007, segundo a empresa de segurança. A disseminação do malware acontece via e-mails de “phising”, e a página de destino estava infestada de “exploits”. Um deles explorava uma falha no Adobe Flash Player, e essa brecha foi usada em 2012 pelo ganhador do “CanSecWest Pwn2Own”, um concurso promovido pelo Google que desafia desenvolvedores a hackearem o navegador Chrome.
Com informações de G1








