Brasil é 33º entre países que usam web para elevar direitos humanos
Estudo foi feito pela Word Wide Web Foundation, órgão do criador da web.
O Brasil ficou na 33ª posição do ranking “Web Index Report”, que mede a forma como o país usa a web para promover o desenvolvimento local e os direitos humanos. O levantamento, divulgado na sexta-feira, foi elaborado pela Word Wide Web Foundation (WWWF), organização de Tim Berners-Lee, o criador da web.
O ranking é formado por quatro indicadores. O quesito “Acesso Universal” mede se o país investiu na ampliação da capacidade de infraestrutura de rede, assim como se mantém investimento na educação e nas habilidades dos cidadãos necessárias para usar a web.
O Brasil foi citado como um dos 13 países que elevaram significativamente a conectividade, em torno de 30%, nos últimos cinco anos, “mostrando o que é possível quando existe vontade política”.
De acordo com o estudo, um dos entraves para a universalização pode estar relacionada à educação. Indivíduos com diploma de graduação são mais conectados, segundo um estudo citado pela WWWF. O Brasil é um dos seis países em que a diferença entre os graduados que estão online e as pessoas que têm até o ensino médio completo e têm acesso à internet é maior do que 50 pontos percentuais.
O indicador “Liberdade e abertura” trata da extensão dos cidadãos que gozam dos direitos à informação, opinião, expressão, segurança e privacidade online no país. Segundo o relatório, esse status foi alcançado no Brasil graças à Lei de Acesso à Informação e à publicação dos gastos públicos, “provendo um exemplo de claro comprometimento do governo de abrir os dados de gastos do governo”.
O documento informou o projeto do Marco Civil também contribuiu. Apesar de ainda não ter virado lei, ele “é especialmente notável pela ambição de sua visão para ampliar os direitos dos usuários a uma web livre e aberta a uma rede neutra”. Tramitando em regime de urgência na Câmara dos Deputados, o Marco Civil ganhou esse status como resposta às denúncias da espionagem cibernética do governo dos Estados Unidos.
O conceito “Conteúdo Relevante” mapeia uso da web pelos cidadãos do país em comparação às ferramentas e serviços disponíveis na rede. O objetivo é avaliar se as funções mais usadas atendem os usuários em aspectos como a língua em que ficam mais confortáveis e as plataformas em que mais consomem conteúdo. No Brasil, o ponto de destaque é a atuação nas redes sociais, que foram usadas em junho serviu como ferramenta para organizar a série de protestos que tomaram as ruas do país.
Já o critério “Emponderamento” mede a diferença que a web faz na vida das pessoas e de que forma a utilização da Internet muda de forma positiva a sociedade, a economia, a política e o meio ambiente.
As dez primeiras posições do ranking ficaram com países desenvolvidos: Suécia, Noruega, Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Islândia, França e Coreia do Sul. Entre os países emergentes, o Brasil ficou atrás de Colômbia, México e Malásia, nessa ordem.
Com informações de G1







