NOTÍCIA

Apple testa chips de memória da chinesa CXMT em iPhones e MacBooks

Segundo o WSJ, a fabricante avalia componentes da maior chipmaker da China em meio à escassez impulsionada pela IA. Conversas ainda são iniciais.

A Apple está testando chips de memória da chinesa CXMT em diferentes linhas de produtos, incluindo iPhones e MacBooks, na tentativa de amenizar a escassez de componentes alimentada pelo avanço da inteligência artificial. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal no domingo e reportada pela Reuters via ET Tech.

Segundo o WSJ, a Apple teve conversas iniciais com a CXMT, maior fabricante de chips da China em valor de mercado, sobre o fornecimento de componentes. O objetivo declarado seria usá-los em alguns aparelhos vendidos na própria China, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela publicação.

A Reuters afirmou que não conseguiu verificar o relato de forma independente. Apple e CXMT não responderam aos pedidos de comentário da agência.

O contexto da escassez

O movimento acontece em um cenário de pressão sobre a oferta de memória. Segundo a reportagem, a demanda por chips voltados a IA tem apertado o fornecimento global, e testar a CXMT amplia o leque de fornecedores da Apple.

A CXMT não é a única a ganhar espaço nesse contexto. Segundo o WSJ, as fabricantes de laptops HP e Acer já começaram a usar chips de memória da CXMT em aparelhos vendidos fora dos Estados Unidos para aliviar a falta de componentes.

A Reuters também já havia noticiado, em reportagem anterior, que a CXMT estuda construir uma segunda fábrica de chips de memória em Pequim para ampliar a produção.

O que isso muda para o Brasil

Para quem constrói e opera software no Brasil, a notícia importa menos pelo iPhone em si e mais pelo que ela sinaliza sobre a cadeia de suprimentos de hardware. Alguns pontos objetivos:

  • Diversificação de fornecedores de memória. Quando uma empresa do porte da Apple valida um novo fabricante, isso pode, no médio prazo, aumentar a oferta global de memória e afetar preços de RAM e armazenamento, insumos que impactam desde notebooks de desenvolvimento até servidores.
  • Escassez ligada a IA continua sendo o fio condutor. A reportagem deixa claro que o gatilho é a corrida por componentes para IA. Times que planejam upgrades de infraestrutura ou compra de máquinas no Brasil operam num mercado importador, sujeito a câmbio e a essa disputa global por chips.
  • Restrição geográfica declarada. É importante frisar o que a fonte diz e o que ela não diz: o objetivo relatado é usar os chips da CXMT em dispositivos vendidos na China, não necessariamente nos aparelhos que chegam ao mercado brasileiro. O teste em múltiplas linhas de produtos é uma coisa; a adoção comercial ampla é outra, e nada nas fontes confirma essa segunda etapa.

O que ainda não está confirmado

Vale separar fato de expectativa. Até aqui, o que se tem são conversas em estágio inicial e testes, segundo pessoas ouvidas pelo WSJ. Não há confirmação oficial da Apple nem da CXMT, e a própria Reuters registrou que não pôde verificar o relato de forma independente.

Para o mercado tech brasileiro, o acompanhamento útil é observar se o movimento de HP e Acer, que já colocaram chips da CXMT em produtos fora dos EUA, se estende a outros fabricantes e a mais regiões. É esse tipo de mudança na base da cadeia de suprimentos que, em geral, chega ao Brasil como variação de preço e disponibilidade de equipamentos, mais do que como manchete de produto.

Fonte: ET Tech (Índia)

Este artigo foi escrito por Redação iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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