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Apple sem Jobs já não assusta mercado

Os investidores parecem estar começando a se sentir confortáveis em relação aos executivos no comando da Apple, mesmo persistindo as incertezas sobre o retorno de Steve Jobs.

As ações da Apple estão em disparada nas dez semanas desde que Jobs se afastou para uma licença médica de cinco meses.

Os papéis subiram mais de 45% depois da queda que os levou à sua mais baixa cotação em dois anos no dia 20 de janeiro, logo após Jobs, sobrevivente de um câncer de pâncreas, ter anunciado a transferência de suas responsabilidades cotidianas ao seu vice, Tim Cook, e seu afastamento para o tratamento de uma doença não revelada.

“A equipe executiva é bastante boa”, disse Bob Turner, vice-presidente de investimento da Turner Investment Partners,  “Meu conselho é não alterar a equipe que está no comando agora”.

Porém alguns especialistas dizem que há dúvida suficiente no mercado sobre uma Apple sem Jobs para que a empresa tenha suas ações negociadas por 10% a 20% a menos do que a cotação que seria possível caso o carismático executivo estivesse em ação.

A reserva de caixa da Apple equivale a cerca de 29 dólares por ação, e a receita da empresa continua em expansão, enquanto rivais como Sony e Dell estão cortando empregos a fim de sobreviver à profunda recessão.

Analistas e investidores esperam que as ações da Apple recebam novo estímulo caso Jobs retome o posto em junho, como planejado.

Mas muitos deles apontam que os investidores estão se tornando mais confortáveis com a equipe executiva do grupo, no passado um tanto desconsiderada, mas agora mais visível, dada a ausência de Jobs.

“Não vou tomar uma decisão de investimento com base apenas na saúde dele”, disse Erick Maronak, vice-presidente de investimento do Victory Large Cap Growth Fund, que detinha 1,5 milhão de ações da Apple no final de 2008.

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