NOTÍCIA

Animadores fazem festa com 3D Max

Sete anos atrás foi lançada a versão
4.0 do 3D Studio para DOS. Pouquíssimas pessoas conseguiam
trabalhar com a dura interface, cujos comandos não se
assemelhavam em nada aos demais softwares do mercado.
Eram necessárias várias semanas de muita dedicação para
conseguir fazer um carro explodindo, por exemplo.

E figuras orgânicas, nem
pensar, pois toda a base de trabalho se resumia a cones,
esferas e cubos. A gravidade e os movimentos eram feitos
na marra, à mão. Para ver o trabalho final, horas de
espera e muita torcida para o computador não travar.
Mesmo assim, o 3D Studio virou uma febre na publicidade,
nos jogos e em multimídias, por seu excelente resultado
final e pela boa performance em PCs comuns, ao contrário
dos concorrentes, que exigiam computadores caríssimos
para funcionar.

A terrível interface foi
extinta logo na primeira versão do 3D Studio Max. Mudando
para a plataforma Windows, o programa ficou muito mais
amigável, até causando estranheza a antigos usuários,
mas conseguiu confirmar sua hegemonia. Até hoje é o
mais vendido em todo o mundo. Foi aperfeiçoado para
situações fotorrealísticas, utilizando sistemas de partículas
que simulam cabelo, tecido ou fumaça.

As animações ganharam
vida com o aperfeiçoamento dos bones, uma espécie de
”movimento pré-fabricado”, poupando muito tempo do
usuário. Ficou mais fácil o trabalho com malhas, o que
permitiu a modelagem de formas não-geométricas, como
animais e plantas (como o soldadinho abaixo).


O esperado lançamento
do 3D Max R4 cumpriu o que prometeu. Luiz Felippe Cavalcante,
animador da Vetor O, de São Paulo, e um dos responsáveis
pelos comerciais cheios de efeitos especiais da Amil
e da Brahma (os famosos caranguejos, tatuís e, agora,
a tartaruga), não economiza elogios.

”A nova versão do programa
foi uma verdadeira revolução, pois corrigiu os pontos
fracos e facilitou muito o trabalho de pós-produção,
finalizando separadamente os canais de luzes, profundidade,
texturas, cores etc.”, descreve. ”Isso deixa o programa
bem próximo dos concorrentes Maya e Softimage, que custam
cerca de cinco vezes mais.”

O R4 melhorou ainda mais
a interface, permitindo a mudança de cores e a personalização
das barras e dos menus, o que minimiza sua interferência
na visualização das cenas. As viewports – janelas de
visualização por ângulos diferentes – podem aumentar
ou diminuir facilmente, arrastando suas divisórias.
E agora permitem ver simultaneamente múltiplos mapas
de transparência e reflexos, o que aproxima mais o preview
do resultado final.

O recurso Active Shade
possibilita, ainda, a visualização, numa viewport, do
resultado de modificações na luz e nas texturas praticamente
em tempo real, sem a necessidade de renderização, ou
seja, o processamento final da composição, uma tarefa
às vezes bem demorada.

As animações ganharam
mais realismo e ficaram mais fáceis. Com novas tecnologias
aplicadas, foi aperfeiçoada a elasticidade, o que permite
maior precisão nas operações envolvendo tecidos e borracha.
Além disso, é possível ativar um manipulador que controla
as partes de um objeto de forma independente, o que
facilita os trabalhos mais complexos. Os bones ganharam
novas funções e cálculos mais precisos e interativos,
resolvendo muitos problemas de ruptura e esmagamento
de malha.

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

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