À medida que os sistemas de informação se tornam cada vez mais complexos – devido a fatores como convergência, canais multimídia, interligação entre múltiplos fatores e dependência crescente de softwares e computadores – o mercado de teste de software também tende a evoluir gradativamente, a fim de garantir a qualidade de toda essa estrutura.
O teste de software tem por finalidade agregar qualidade ao produto, antecipando a descoberta de falhas e incompatibilidades, reduzindo assim o custo do projeto. O objetivo é encontrar defeitos nos sistemas, para que eles possam ser corrigidos antes da entrega final. Diante disso, é possível perceber que os testes de software são fontes inesgotáveis de muitas métricas. Uma enorme quantidade de números é gerada pelos testes para que eles cumpram seu papel de não só aferir qualidade em um dado momento, mas também de intervir nos processos para melhorar a cadeia de produção.
Há, no entanto, um ponto crucial que precisa ser levado em conta para que os testes tragam benefícios efetivos para o Negócio da empresa: o que fazer com a imensidão de métricas geradas? Não só no mundo dos softwares – mas em qualquer indústria que se queira avaliar – uma coisa é certa: métricas e números sem um objetivo de análise de nada servem. Em resumo, é preciso que haja um diagnóstico, com objetivos de negócio, contextualização e um plano de ação cuidadosamente desenhado. Mais do que ter indicadores, é preciso saber o que eles nos dizem.
Os testes vão gerar muitos números. Olhados de maneira crua e isolada, esses números serão apenas dados, que muitas vezes podem vir de mais de uma fonte. Logo, é fundamental que seja feita uma análise para transformar esses números em informação útil que leve à melhor tomada de decisão. Isso só é possível com a leitura correta dos dados. Do contrário, os responsáveis pela decisão ou vão decidir errado ou simplesmente não vão decidir a partir das métricas geradas pelos testes.
Muitas empresas já gastaram muito dinheiro em testes de software para depois se darem conta de que números e métricas por si só não seriam capaz de trazer melhoria alguma. Isso porque a preocupação em traçar um diagnóstico, definindo o escopo e as metas pretendidas, muitas vezes fica relegada a segundo plano. Delimitar objetivos e estratégias é a única maneira de fazer uma leitura precisa sobre os dados gerados pelos testes, aí sim podendo intervir nos processos para melhorar a cadeia de produção. Uma especificação incompleta ou ambígua pode levar a resultados incorretos ou inadequados e então os testes, por mais completos que sejam, não serão capazes de trazer valor real aos negócios.
Para que o mercado de testes de software evolua na mesma velocidade e proporção dos sistemas de informação é indispensável que esses pontos sejam claramente apresentados às empresas e suas áreas de TI, pois só assim elas terão uma percepção de valor em relação aos testes.
Como se sabe, existe hoje no mundo moderno uma quantidade incalculável de dados. Alguns desses dados viram informação depurada e uma parcela ainda menor se transforma em conhecimento prático e relevante, capaz de realmente fazer alguma diferença, seja no âmbito corporativo, político, econômico, etc. Trazendo a analogia de volta ao software, testes de fato eficientes são aqueles que dão à empresa o conhecimento que ela precisa para atingir seus objetivos de negócio.







