O fenômeno das mídias sociais há
algum tempo caiu nas graças do público. Especialistas em
internet ou não, muitos divagam sobre como essa “nova” mídia pode alavancar ou derrubar
um negócio. Mas a verdade é que todo mundo está errado. Estão todos presos
num grande equívoco chamado Lugar Comum.
Nos dias atuais onde, graças ao Mr. Google, a informação é um bem
público, livre e democrático, todo internauta se diz analista de mídias
sociais ou especialista em métricas. Em tese, todos
sabem o beabá das ações nesse tipo de rede. Contudo é
preciso sair do quadrado. Fazer diferente.
É preciso lembrar que mídia social é
algo muito anterior ao avanço da internet. Mídia social sempre existiu, sem nome ou URL,
ela sempre esteve aí – off-line. Um restaurante indicado por um amigo, um carro que você comprou pelo parecer do
colega do futebol. Tudo isso sempre foi entendido como mídia
social.
Os avanços
tecnológicos deram um upgrade na coisa. Todas
as ferramentas da chamada web 2.0 propiciaram mais do que o mundo off-line estava
acostumado: possibilidade de interação. E é aí que está o
ponto central da discussão. É você que deve estar preparado para
interagir. Leia-se interagir como opinar, prestar assistência e estar
preparado para admitir que talvez o seu produto ou serviço não seja tão
bom quanto você pensa que é. As métricas sociais lhe darão parâmetros
para mudar e reinventar seu produto ou serviço. Já disseram por aí que o
melhor anúncio é um bom produto – e é verdade. Através de ações
consistentes e da mentalidade aberta você poderá identificar o problema e
fazer algo sobre.
Interação é opinião, a única certeza
Quando uma marca, produto ou evento
abre as portas para a discussão na web, não se pode ter certeza de quase
nada. As tendências de consumo dependem de fatores diversos, como o
contexto, a qualidade e até mesmo o acaso. A única constante no processo
com mídias sociais é de que cada interação irá gerar uma opinião.
Inclusive a falta de interação.
Recentemente alguns senadores brasileiros começaram a cogitar a
possibilidade de realização de audiências públicas via Twitter. Tudo isso de
olho, claro, nas facilidades de coletar as diversas opiniões. Essa
ponderação é uma prova de que as redes de relacionamento existentes hoje
são, na verdade, um mar de opiniões, mas que só servem para alguma
coisa se alguém (você!) estiver disposto a dar ouvidos a ela.
A percepção desse potencial tem
levado algumas empresas a destinar boas fatias de suas verbas na
implantação de redes sociais internas. O entendimento de que cada
funcionário detém um potencial capital social e de que não há nada melhor
para a produtividade do que estar bem próximo desse indivíduo.
As mídias sociais não são tudo isso
que dizem, diz o título deste artigo. E não são mesmo. “Isso” que as
empresas tanto buscam nas mídias sociais, como uma receita de bolo, não
existe. “Isso” só depende de você mesmo. Mídia social não é a chave, mas
sim a fechadura.



