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Como AMP do Google vai influenciar seu marketing online

Veja como o Google AMP pode influenciar o SEO e melhorar o rankeamento do seu site.

O que é o Google AMP?

O Projeto Google AMP é uma forma de rastreamento rápido de conteúdo para dispositivos móveis. Ele melhora o modelo tradicional de servir conteúdos para celular porque depende de uma forma específica de HTML, chamada AMP HTML, que melhora a apresentação do conteúdo. Aqui está um exemplo de uma página AMP, como ela se parece quando processada em um iPhone 6.

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O efeito final é que o usuário móvel vai ver artigos com comparativamente texto básico e imagens, mas o conteúdo será carregado até 10 vezes mais rápido (ou até mais!) em relação ao conteúdo tradicionalmente formatado.

Por que o Google AMP é importante para o SEO?

Como o Google muitas vezes dita o caminho para a indústria, a velocidade da página e a leitura em dispositivo móvel são distinções de classificação de alta qualidade que determinam o posicionamento do conteúdo de um site nas páginas de resultados do motor de busca (SERPs). Quanto mais rápido é o site (entre outros sinais do ranking), e quanto mais ele atende aos dispositivos móveis, é mais provável de ele ser visto e clicado pelos usuários de pesquisa do Google.

Desde 2013, o Google está evoluindo da empresa que fornece links para outros sites nos resultados de pesquisa para a empresa que fornece respostas a perguntas nos resultados de pesquisa.

Por exemplo, o aspecto “feature snippets” do Google, mostrado abaixo, tem sido um método de fornecer respostas rápidas em resultados de pesquisa para perguntas simples, tais como “Quem ganhou a World Series em 1969?”.

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Mas featured snippets não funcionam bem para perguntas mais complexas, como “Quais são as principais questões na eleição presidencial de 2016?”. Esses tipos de perguntas levam a artigos mais detalhados. Infelizmente, quando as respostas simples não são plausíveis, é preciso carregar uma outra página que pode ser lenta para carregar em dispositivos móveis. Como resultado, o Google tem desenvolvido maneiras de tornar mais rápidos os carregamentos dos links nos quais você clica em buscas. E agora, com o Projeto Google AMP, eles têm feito isso aparecer com mais destaque nas SERPs.

Como funciona o Google AMP?

Há três partes no Google AMP:

  1. AMP HTML
  2. AMP JS
  3. AMP Cache

AMP HTML tem um conjunto restrito de tags de pré-processamento. Elas são essencialmente limitadas para formatação do texto e incorporação de imagem como amp-ad, amp-embed, amp-img, amp-pixel e amp-video.

AMP JS é um arquivo JavaScript muito limitado. Ele carrega os recursos externos em um caminho assíncrono (em background). Isso impede o “render blocking” de interferir na rapidez com que o usuário irá ver a renderização na tela. Tudo estranho às palavras e às imagens no artigo será carregado por último. AMP JS também pega e pré-processa o conteúdo prevendo quais recursos de DNS e conexões serão necessários, baixando e pré-dimensionando as imagens. Isso tudo é feito para aliviar o trabalho do dispositivo móvel para economizar o uso de dados.

AMP Cache, ou AMP Content Delivery Network (AMP CDN), é o sistema de servidores do Google que faz o trabalho pesado de pegar o seu conteúdo mais recente e pré posicioná-lo ao redor do globo. Isso garante que uma página solicitada da Itália, por exemplo, não precise ser enviada de Mountain View, Califórnia, cada vez que for solicitada. Em vez disso, o Google coloca uma cópia pré-renderizada e otimizada dessa página AMP em um servidor próximo ou na Itália. O CDN é atualizado cada vez que um artigo é atualizado ou adicionado.

Os impactos positivos do AMP no SEO e no marketing online

Artigos de rápido carregamento melhoram o relacionamento editor/leitor. A velocidade é o benefício mais óbvio para os editores que usam AMP para melhorar o SEO. Essa velocidade se traduz em mais page views e menos leitores frustrados, o que também resulta em mais visualizações de anúncios, compartilhamento e engajamento com conteúdo.

1) Artigos com AMP habilitado terão classificação mais elevada no SERPs.

O conteúdo AMP terá a vantagem de ser mostrado acima da dobra, no topo das pesquisas do Google, a menos que o Google mude a forma padrão como ele exibe todos os resultados AMP. Um exemplo de como as páginas AMP são exibidas nos resultados da pesquisa é mostrado abaixo.

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Atualmente, artigos AMP aparecem em um carrossel deslizante. Por enquanto, não há uma opção paga, mas ela pode aparecer no futuro. Artigos com AMP habilitado têm um ícone nas SERPs indicando que eles são construídos com AMP.

2) Impressões de pesquisa paga provavelmente irão aumentar.

Depois de ver um conteúdo baseado em AMP, a coisa mais comum que os usuários fazem é clicar de volta para a SERP para ver o que mais pode haver por lá. Isso vai afetar positivamente o número de impressões de pesquisa paga ao longo do tempo.

3) Google AMP é para todo editor.

O Facebook limita a participação em seus Instant Articles para apenas um conjunto selecionado de editores (pelo menos na época da escrita deste artigo). Com o Google AMP, qualquer pessoa com um pouco de conhecimento ou vontade de aprender pode formatar o seu conteúdo para ser acessado rapidamente por um número potencialmente enorme de leitores.

4) AMP é open source.

Isso significa que as contribuições para a sua evolução não se limitam ao mundo dos melhores e mais brilhantes desenvolvedores do Google. Qualquer pessoa que tenha uma ideia para torná-lo melhor pode contribuir para a especificação. O conjunto de recursos do AMP será mais facilmente adaptado ao mundo editorial de constantes mudanças.

5) Analytics está chegando ao AMP.

Segundo o Google, vários provedores de analytics – incluindo comScore, Adobe Analytics, Parse.ly e Chartbeat – estão preparando seus serviços para dizer aos editores quão bem o seu conteúdo AMP está indo. Na verdade, a especificação AMP fornece instruções para suportar fornecedores de analytics AMP, além de como suportar a sua própria solução de analytics personalizada para AMP.

6) Conteúdo chega a mais leitores.

Mesmo que o AMP beneficie principalmente o Google, na medida em que o ajuda a competir com Instant Articles do Facebook, essa melhora acabou sendo benéfica para os editores, porque seu conteúdo pode agora ser mais amplamente lido quando os usuários clicam neles em SERPs do Google – não apenas no jardim murado do Facebook.

7) Mais recursos e opções de formatação estão chegando.

Mesmo que o AMP lide com um conjunto limitado de tags para formatação de páginas, nem tudo está perdido. Há ainda muitos componentes estendidos e até mesmo alguns componentes experimentais para serem liberados assim que estiverem disponíveis.

Os impactos negativos do AMP no SEO e no marketing online

1) Não há formas de conteúdo para AMP.

Isso significa que se o objetivo de um editor é gerar leads, convidando o leitor a se inscrever ou enviar suas informações de contato, ele vai ter que esperar até o AMP fornecer um upgrade para a especificação que permite aos editores terem formulários em seu conteúdo otimizado para AMP.

2) O AMP não resolve o problema de velocidade do SEO em páginas de não-editores.

Ele realmente cobre apenas artigos do tipo “notícia” e posts de blog, e não se destina a acelerar páginas de e-commerce ou de marcas. Um site de e-commerce que não se concentra em artigos ou posts de blog como seu conteúdo principal provavelmente terá as restrições de design do AMP demasiadamente restritivas e vai querer ficar com o HTML tradicional.

3) O número de impressões de itens de resultados de pesquisa paga pode cair.

Se o termo de pesquisa é amplo ou geral (ou seja, “notícias”, “moda”, ou “alimento”), artigos AMP provavelmente irão aparecer com mais frequência do que os itens de resultado de pesquisa paga. Só o tempo e a analytics irão corrigir as suposições aqui.

4) Não há folhas de estilo externas ou JavaScript.

Devido a uma falta de folhas de estilo externas e JavaScript, o design e a experiência do usuário (UX) de páginas é medíocre. Editores e não-editores igualmente terão que decidir se é mais importante para a sua marca ter o design complementando o conteúdo para atrair visitantes de retorno (caso em que eles devem optar por sair do AMP por enquanto), ou se o seu conteúdo se garante e seus visitantes só se preocupam com o carregamento rápido de páginas (caso em que vai eles irão querer começar a implementá-lo agora). O uso de componentes experimentais como um modo de não ter páginas maçantes acarreta o risco de que o componente terá erros ou será rejeitado pelo próximo lançamento da especificação AMP.

5) Autoridade de domínio pode sofrer.

A partir da nossa página Learn SEO: “Autoridade de domínio é uma pontuação (em uma escala de 100 pontos), desenvolvida por Moz, que prevê o quão bem um site irá classificar nos motores de busca”. Um dos fatores incluídos no cálculo é o número de vínculos no domínio raiz. Um efeito negativo indireto seria que o site de um editor iria ganhar menos links. Isso porque outros sites com links para o conteúdo AMP não estariam linkando para o nome de domínio do editor, mas para google.com. Por exemplo, aqui está a imagem de um artigo carregado em um iPhone 6 como acessado a partir de uma pesquisa no carrossel AMP.

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Note que a URL, https://www.google.com/amp/www.bbc.co.uk/news/amp/35800232#, começa com “www.google.com/amp/” e, em seguida, vincula o artigo de domínio de origem. Ao visualizar o artigo, os visitantes ainda estarão no Google.com, não no site do editor.

6) A forma como os editores veiculam anúncios em linha com conteúdo vai necessariamente mudar.

Isso poderia ser uma coisa boa, na medida em que vai forçar os editores a repensar os seus anúncios para que eles não irritem os 16% dos clientes que bloqueiam seus anúncios de qualquer maneira. Poderia ser uma coisa ruim para os editores, que contam com alta largura de banda e anúncios mais elaborados para captar a atenção. Eles terão que optar por desabilitar AMP ou encontrar outra estratégia de publicidade. Claro que, se um editor faz parte da parceria Google AMP de anúncios de Outbrain, AOL, OpenX, DoubleClick e AdSense, o fardo do editor em melhorar seus anúncios é bastante reduzido. Mais parceiros de anúncios estarão sendo trazidos para o rebanho, quando entrarem em conformidade com a especificação AMP para os seus anúncios.

7) O orçamento para o desenvolvimento de conteúdo terá que aumentar.

Se você não tem um CMS que já suporta AMP, você vai precisar de um orçamento para o desenvolvimento no AMP ou construir seu CMS personalizado ou extensível como um recurso adicional.

8) Os editores não se dão bem com páginas HTML mal construídas com AMP.

Isso é, na verdade, tanto um aspecto positivo quanto negativo do AMP. No lado positivo, cada página tem que ser livre de erros antes mesmo de o Google pegá-la e colocá-la no cache do AMP. Isso significa que os usuários terão uma experiência melhor baixando o conteúdo em uma variedade de dispositivos. No entanto, no lado negativo, os editores terão de orçar tempo (e horas de desenvolvedores) para uma maior depuração de cada página. Felizmente, o Google disponibilizou um validador de AMP.

Conclusão

A velocidade no carregamento das páginas é um fator de classificação no algoritmo do Google. O fato de que o Google criou sua própria maneira de construir e exibir o conteúdo mais rápido e de forma mais concisa deixa claro o seu desejo de fazer da velocidade da página um indicador ainda mais importante no valor de uma página nas SERPs.

Se um site lida principalmente em formato longo, contendo tipo de notícias (em oposição ao marketing ou venda de seus produtos), então é um bom candidato para uma revisão AMP. Se os editores só adicionarem AMP para chegar à frente da tendência emergente no sentido de ter conteúdo otimizado para mobile, eles estarão fazendo a si mesmos e à sua classificação SEO um favor.

Neste momento, você pode estar se perguntando o que pode fazer para aumentar a velocidade da sua página, dada a sua importância crescente. Temos um relatório de desempenho gratuito que você pode usar para obter informações sobre como otimizar seu site para velocidade e desempenho. Sinta-se à vontade para dar uma olhada, se você estiver interessado em aprender os passos que você pode tomar para melhorar o desempenho do seu site.

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Chapman Lever faz parte do time de colunistas internacionais do iMasters. Você pode ver o original em: https://moz.com/blog/how-googles-amp-will-influence-your-online-marketing. Esta tradução foi feita com permissão. Moz não tem qualquer afiliação com este site. 

 

 

É responsável por evangelizar a importância da web performance (#webperf) e da experiência do usuário em organizações digitais em todo o mundo como parte da Team Rigor. É graduado pela Wake Forest University.

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