Faltam apenas

Quem quer demitir os bons?

PorIuri Brito em

Quer uma verdade? Uma que você não quer ouvir?  Anote: a sua empresa é você e as pessoas que trabalham nela… Se são ruins, boas ou excelentes, são exatamente a qualidade da sua empresa.

Isso mesmo, pare de fugir, se enganar ou mentir para sua agência de publicidade. Sua empresa é o exato resumo da sua equipe. Da mesma forma que os políticos no Brasil, são o resumo do nosso povo, nada mais, nada menos. A verdade é essa e pode colocar um #prontofalei

Se são bons, os melhores ou na média ruins, essa é a sua empresa. E quer saber de quem é a culpa? Não, meu amigo, dessa vez não é da Dilma. Se você é o boss, a culpa é sua. Sim, totalmente sua. E antes de falar qualquer coisa… quem é que contrata? Quem treina? E quem decide quem sai ou fica? Tudo isso no final é responsabilidade sua.

Ai ai ai, e agora José?

Me fale da sua equipe

Hora da verdade, como é sua equipe? Pode colocar uma nota de zero a 10, pode usar os melhores e os piores como exemplo, responda, como são?

Você sabe que uma equipe boa vai ter sempre um bom resultado, um bom pagamento e uma boa evolução no mercado, certo? E fique muito feliz com isso, pois se o time é bom, ele até vai vencer, mas nada de esperar algo ótimo. Os bons são bons, mas os melhores são outra conversa. Entendeu?

Agora vamos voltar à sua equipe. Você consegue listar quais são as funções vitais da sua empresa? O que é fundamental para o seu negócio? E pode ignorar as demais atividades (em 70% dos casos, são desnecessárias ou existem para cobrir as falhas nas funções vitais).

Segundo, consegue avaliar cada uma das pessoas que atuam nessas funções? E nada de ser passional ou acreditar no bom e velho ele-vai-melhorar. Seja imparcial (quase cruel) que você vai encontrar apenas 3 tipos: Os realmente excelentes, os excelentes na função errada e o resto. Isso mesmo, pode colocar no mesmo bolo bons, ruins, mais e menos… tudo é resto.

Entendido? Preparado para fazer a conta? Qual o resultado? Feliz ou assustado? Assustado deveria ficar eu ao saber quanta gente você está fazendo perder tempo na vida, realizando uma função na qual são ruins, ou pelo menos, não excelentes. #pensenisso

De quantos você realmente precisa?

Vamos falar de mais uma verdade (sim, hoje tirei o dia para aterrorizar a sua cabeça).

Conte qual o % de pessoas você listou como o resto. Sejam colegas ou funcionários, qual a verdade? Sua conta deu 30%, 50% ou 90%? Seja qual for, anote: metade dessas você precisa trocar por outras pessoas, metade você precisa demitir.

Isso mesmo, essa sua empresa é uma enorme vaca com muita gente mamando. Uns existem porque você precisa, outros porque você acredita e outros apenas para cobrir os erros dos demais. Um desperdício de tempo, capacidade humana e recursos, fazendo uma massa de descontentes.

E de quem é a culpa? Se você for o dono… (ok, não vou repetir).

Vamos cortar os bons?

Pensando que tempo é um recurso caro e limitado, inclusive o seu (você vai morrer, bonitão), vamos parar de gastar com quem não merece…. mate os ruins, planeje como vai demitir/trocar os bons e pense ainda no seu negócio funcionando apenas com aqueles poucos ótimos. Cada um em uma função realmente importante, fazendo o que gosta e, acima de tudo, bem feito. Não aceite nada abaixo do excelente. Estou falando de um grupo para você ter orgulho de trabalhar, ajudar e evoluir.

Sem mais desculpas, pare agora de manter aquela equipe com cinco pessoas em que UM poderia fazer tudo e em muito menos tempo. Demita logo esse seus bons e invista em apenas um… o excelente. Seja rápido. Seja eficiente. Seja o melhor (ou é você que vai parar na minha lista).

E para quem acha a ideia muito radical e precisa de alguns passos para ajudar, aqui vai um ciclo gradual de 5 etapas para pode fazer todos os anos e manter sua empresa afiada e excelente:

  1. Primeiro conheça as funções vitais do seu negócio e defina quem pode assumir cada função (anote somente o que realmente importa).
  2. Em segundo lugar, conheça a sua equipe e saiba quem é excelente (manter), quem tem potencial não utilizado (apostar), quando demitir os bons (planejar) e quem você vai demitir agora (ruins).
  3. Com equipe menor, use a competência de quem ficou para simplificar processos, reduzir a burocracia e investir em quem ficou e merece (na dúvida, pergunte para eles do que precisam).
  4. Com equipe excelente e empresa simplificada, agora é a sua vez de exigir o melhor e nada menos que o melhor de cada um. Você tem lugares certos, com as pessoas certas.
  5. Para fechar, refaça esse ciclo uma vez ao ano. Chame isso de faxina produtiva.

Pronto. Pare de brincar com o tempo das pessoas, capacidade e principalmente incompetência. No seu time, busque os melhores, contrate os melhores e invista nos melhores. Quem estiver fora dessa lista é apenas uma questão de tempo para ser cortado.

Então… Vamos demitir os bons?
Aguardo seu comentário, ideia e opinião. #vamosconversar

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Comentando como Anônimo

  1. Não concordo. Como empresário, acho muito arriscado colocar minha operação numa situação dessas de risco, dependendo demais de alguns poucos profissionais.

    Se os funcionários ótimos saírem da empresa por algum motivo, meu negócio será extremamente prejudicado.

    Na minha opinião, para a máquina funcionar devemos entender muito bem as funções vitais e criar um processo otimizado, que permita atingir os objetivos.

  2. Acrescentando o que o Felipe disse … se precisar de funcionários excelentes para que a empresa funcione bem então provavelmente o processo de negócio está falho. Ainda existe o risco de cortar bons profissionais de forma equivocada e perder conhecimento.

  3. Para ajudar um pouco mais…

    Alê, concordo que não é fácil. Mas se fosse não tinhamos tantas empresas quebrando, serviços sofríveis e pessoas pensando em matar o chefe. rsrsrs

    Felipe, que bom que você não concorda. E entendo muito bem quando você joga o pesado da operação para os processos. Você estã certo. Agora imagine ter os processos todos otimizados e ainda assim trocar os bons (que tomam o seu tempo), por ótimos. Todos bem remunerados, ajudando você a evoluir o negócio e simplificar / melhorar ainda mais os processsos. Imaginou? Experimente fazer o cálculo que sugeri no artigo e veja o quanto você pode melhorar.

    Cláudio, no próximo serei mais comedido. Que tal afogue os ruins? (brincadeira)

    E Alexandre, funcionários excelentes fazem um processo otimizado, ainda melhor. Se você tem dúvidas sobre a permanência, lembre que bons salários cosumam atrair bons profissionais, mas os ótimos você precisa combinar melhor Salário + Benefício + Incentivos.

    Agradeço a todos pelos comentários.
    O assunto é bom e se você concorda ou discorda, #vamosconversar

  4. Parece que eu li o primeiro paragrafo no livro da biografia do steve jobs

    No livro da biografia, ele dia para contratar pessoas muito inteligentes sempre

  5. Concordo parcialmente.
    O texto é muito bom para refletirmos sobre como trabalhamos e o quão de sangue estamos dando para sermos os melhores e fazermos a diferença.
    Porém, do meu ponto de vista(muito pessoal), precisamos de uma equipe homogênea e com conhecimento disseminado. Pois se investimos em apenas “um” hoje, esse “um” amanhã, pode não fazer parte da sua equipe, seja por melhor oportunidade, força maior ou simplesmente seguir um sonho pessoal desse “um”.

  6. Concordo com o @Leandro Sá.
    Você vai depender de um excelênte colaborador? E você ainda faz com que ele se “ache” o cara(sem tirar méritos é claro).
    Esse “cara” é seu potêncial concorrente, lembre-se disso antes de “exterminar” com os “bons”.
    Pois acho que ninguém nasce com toda essa excelência, os “bons” se lapidam para ser excelêntes, buscar a excelência ou será que só Albert Einsten que foi rejeitado em várias instituições foi o cara que nasceu assim?
    Fica a Minha opinião.

  7. Ótimo artigo, eu tenho uma empresa e vivo isso, faço isso. Como tenho 2 sócios não é uma decisão que posso tomar sozinho mas, eu tenho este ideal, a empresa é o que a equipe é.

    Algumas vezes temos de segurar um bom tecnicamente que é ruim para a equipe, em vista de algum projeto urgente, mas de fato é importante tirar logo a laranja podre da cesta.

    É muito difícil encarar esta realidade, ter consciência e coragem para fazer o que é correto com certeza é uma qualidade diferenciada.

  8. Como é feito para retirar os gestores ruins, mais preciso os donos do negocio ruim,
    podemos demitir os chefes ?????
    Lembrando os excelentes tem um excelente salario,
    descordo dessa sua opinião, ajude os bons que vai ter mais resultado.

  9. No atual estágio de “pré-amebas” a que o Brasil está nos empurrando, para a maioria das pessoas a sua posição parece radical, mas acredito que esse objetivo deva começar a ser buscado urgentemente pelas empresas para que realmente se preparem para a tão famosa concorrência globalisada. Temos poucas pessoas com conhecimento no pais e, comprometidas, a tendência é de ZERO. Ressinto-me disso todos os dias, porém, concordo contigo que quando buscamos o ideal de qualidade e produtividade conseguimos nos livrar dos ruins, aperfeiçoar os bons e, ao contrário do que muitos aqui afirmaram, reter os ótimos. Qualidade e produtividade é a busca continua, sem medo e sem mediucridade. Parabéns pelo artigo.

  10. Não concordo contigo. Pois hoje o mercado carece de pessoas com conhecimentos e habilidades específicas. Tão específicas que muitas vezes você acaba não encontrando o profissional adequado, fazendo como algumas empresas, que preferem treinar as pessoas e potenciais talentos internamente para a função ao ponto de evoluir aquele profissional para tornar-se capacitado. Prejuízo? Não sei não. Por acaso quando você lança uma empresa no mercado você não tem a margem de riscos? A curva de retorno de investimento? O que deve mudar não são os resultados finais, mas sim se estes resultados estão devidamente sendo alcançados. Claro haverá um certo remanejo das funções destes profissionais e alguns serão inclusive desligados da empresa.
    Mas lidar com os recursos (humanos) de moda maquiavélica é um equívoco. Considere que da mesma forma que você desaloca seus funcionários com imparcialidade, o mesmo pode ocorrer com a sua empresa, onde os profissionais entram simplesmente para adquirir experiência e quando você menos espera, eles “alçam voô” por causa do alto índice de rotatividade. Daí vale aquele pensamento “antes a empresa do que eu”, certo?
    Acho que a sua idéia até foi interessante, mas muito pouco embasada para uma realidade que exige um planejamento estratégico muito bem embasado a nível de mercado, cultural e intrasetorial para que não acabe como algumas empresas que eu conheço aqui no RS, que ninguém quer trabalhar: são empresas ‘turísticas’, pois os funcionários não evoluem junto com elas – ou seja, não há retorno de investimento para nenhum dos lados. Daí sim elas acabam tendo que ‘demitir’ os funcionários’, por corte orçamental. Pensem nisto.
    Assino em baixo, pois já ví todo este processo acontecer debaixo dos meus olhos.

    Jaderson
    Analista de Desenvolvimento/Sistemas

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