Você
tem alguma coisa contra o teclado? Pois parece que os fabricantes de
equipamentos eletrônicos têm! É só acompanhar a quantidade de lançamentos ou
rumores em relação aos tablets.
Pois
este mercado ganhou recentemente um representante importante. A
Apple fez o lançamento de
seu tablet, o iPad. Apesar das deficiências da versão 1.0, ninguém
tem dúvidas de que ele vai se tornar um forte representante deste tipo
de aparelho. É só esperar as próximas versões.
Uma
das funções ressaltadas para o iPad é a possibilidade da leitura
de livros eletrônicos ou jornais. E neste assunto um concorrente já
está no mercado desde 2007, o Kindle, da Amazon.
Os
aparelhos têm conceitos bem diferentes. Enquanto o iPad tem um
propósito muito mais geral, com a possibilidade de executar
programas, assistir a vídeos e navegar na Internet, o Kindle é um
dispositivo de uso específico: ler eBooks e jornais de forma eletrônica. Vamos a
algumas comparações entre os dois equipamentos.
A
comparação começa favorável ao Kindle na autonomia da bateria. As
10 horas de autonomia declarada para o iPad ficam pequenas perto da
duração da bateria do Kindle, que é medida em dias.
Na
questão de conteúdo, o Kindle também faz o iPad ficar pequeno. A
Amazon tem anos de experiência na venda de livros e fez acordos com
diversas editoras e jornais para ter os seus materiais disponíveis no
seu leitor eletrônico, mas a Apple está tentando aumentar as opções
para os usuários do iPad.
A
tela do iPad, além de ser colorida, é sensível o toque, o que
melhora muito a experiência de uso do equipamento. Mesmo assim me
parece que o iPad não é uma ameaça para o Kindle, pelo menos por
enquanto.
É
esperado que equipamentos mais genéricos substituam aqueles com uso
mais restrito. Desta forma é natural que os tablets acabem por
ocupar o espaço dos leitores de livros eletrônicos, a dúvida é
saber quando isto vai acontecer.
Como
não poderia ser diferente, a gigante Google não quer ficar de fora
desta onda. Logo após o lançamento do iPad vazaram (deixaram vazar?) uma série de
fotos e um vídeo de seu suposto tablet, equipado com o sistema
operacional Chrome OS.
Outras
empresas também estão correndo por fora, como ASUS, que já anunciou seu eBook reader e promete para o segundo semestre um tablet. A Sony deixou claro, através de seu presidente, que além do
seu leitor de eBooks também vai embarcar na onda dos tablets.
Agora
é observar como cada fabricante enxerga este mercado e qual deles
vai cair nas graças do consumidor. Afinal, já é mais do que
comprovado que nem sempre quem tem melhor hardware ou software sai vitorioso, o que vale é o conjunto.




