Tentar estabelecer a linha de evolução dos recursos para desenvolvimento web é algo, no mínimo, curioso. O que se percebe é uma espiral se formando ao longo dos anos. No início, não havia a visão que há hoje, obviamente, pois os recursos eram extremamente limitados, bem como as possibilidades e, consequentemente, a criatividade.
Estávamos atados ao html puro, no máximo, com direito a algumas firulas, tais como gifs animados vertiginosamente bizarros e outras coisas pouco úteis (comparando com o cenário atual). Novas tecnologias surgiam, muitas delas sem um problema para resolver, ou sem um campo real para aplicação prática, o que ocasionou mortes antes mesmo da concepção. Outras justificaram sua existência e garantiram alguma posição na seleção natural.
Vários conceitos e ideologias ganharam lugar – RIA, WYSIWYG, orientação a objetos, enfim. Vimos-nos com os pés na areia. Ondas de novas possibilidades e inovações chegando minuto a minuto, vindas de um mar infinito. Claro, muitos benefícios. Contudo, perceba as incompatibilidades entre tecnologias, a dificuldade em acompanhar, ao menos de longe, o turbilhão de conhecimento a ser digerido para que se possa usufruir de, ainda, uma pequenina porcentagem desse mundo de maravilhas. É justamente aí que se torna engraçado (ha-ha)!
Saímos do ponto de partida descalços, precariamente vestidos e fazendo completo uso de tudo que estava ao alcance, para sobreviver. Em poucos anos, foi posta à disposição uma infinidade de roupas e calçados! Tênis concebidos nas raízes da física quântica, vestimentas tão modernas que levam pelo menos duas estações do ano para serem compreendidas e, quando finalmente conseguimos vesti-la em um dos braços, ela já não se adequa aos padrões da sociedade e deve ser descartada!
Percebe a espiral? O que faz com que a linha tome esta trajetória é a forma mal organizada como as coisas acontecem. Há 15 anos, os browsers não suportavam certos websites. Hoje, as aplicações devem oferecer compatibilidade a “n” browsers diferentes, moldados segundo pontos de vista contraditórios. É neste paradoxo que milhares de pessoas gastam suas energias tentando encontrar soluções, e com o qual outras milhares sequer se preocupam (público-alvo deste apelo :D).
Aos navegantes de primeira viagem, e aos lobos-dos-mares: ponham-se em direção aos padrões de desenvolvimento! Exageros à parte, padrões são legais. Garantem que seja lá o que você tenha desenvolvido apresente compatibilidade mínima para navegação com os principais browsers do mercado. Além de dar credibilidade à sua obra, e colocá-lo em vantagem em relação a concorrentes que ainda não fazem uso dos padrões da Web.
Fique atento!
Estar nos conformes da criação de Sites e Aplicações Web deixou de ser uma opção dispendiosa há algum tempo. Trata-se de uma necessidade para sobrevivência. Termos como navegabilidade, usabilidade, tableless, css, Javascript não-obtrusivo etc, devem fazer parte do vocabulário de qualquer um que arrisque autodenominar-se desenvolvedor.
Utilidade pública:
- Site da W3C (Brasil)
- As 7 regras do Javascript não-obtrusivo (Em inglês)







