Em 2010, quase um terço (33,02%) de todas as transações
entre varejo e consumidores foram feitas eletronicamente, segundo a 13ª edição
da Pesquisa FGV-EAESP. No caso de transações realizadas entre empresas, esse
índice sobe pra quase dois terços do total, o que representa 65,25%. E, apesar
das boas perspectivas nos negócios pela internet, ainda há um número muito grande
de empresas online que desrespeitam os direitos do consumidor. Segundo o site
Reclame Aqui, o volume de reclamações cadastradas no mês de dezembro de 2010,
referentes a 14 lojas virtuais de maior operação no País, aumentou 320%, se
comparado ao mesmo período do ano anterior.
Uma das razões pelo grande volume de reclamações sobre os sites de venda é a
falta de preparo por parte do fornecedor. Se, por um lado, os custos em relação
a ponto comercial físico, locais para estoque e funcionários são menores, por
outro, a empresa deve investir em itens como atendimento e logística,
principalmente para o cumprimento dos prazos. E, para evitar situações
problemáticas entre a empresa e o consumidor, aqui estão os principais cuidados
a serem tomados no ambiente virtual:
- Aja sempre de acordo com a lei: A legislação que protege o consumidor no Brasil
é uma das mais modernas e completas do mundo. O Código de Defesa do Consumidor
é um verdadeiro manual de procedimentos, estabelecendo todos os critérios que a
empresa deve seguir para evitar a insatisfação do consumidor e até problemas
jurídicos. Sendo assim, o Código torna-se uma ferramenta a seu favor, sendo um
aliado às suas atividades. - Forneça sempre informação adequada e precisa: A elaboração de manuais de compras,
com todos os procedimentos descritos de forma clara e precisa, contendo
informações como prazo de entrega e política de devolução, é essencial nessa
relação. A linguagem deve ser simples e objetiva. O cumprimento dessas medidas
também é essencial, ou seja, o fornecedor deve cumprir exatamente aquilo que descreve. Do contrário, irá gerar descredibilidade. - Garanta que os prazos sejam cumpridos: Há vários casos de sites que dispõem
dos produtos, têm um marketing adequado e vendem muito bem, porém, na hora da
entrega, a falha é evidente. Por isso, uma boa logística é essencial. Os prazos
de entrega devem ser cumpridos à risca para que o consumidor não tenha a
sensação de insegurança em relação ao fornecedor. Da mesma forma, quando houver
uma devolução, o ressarcimento do valor ao consumidor deve ser imediato. Prazos
longos para o ressarcimento geram desconfiança e desconforto ao consumidor,
além de violar a legislação. - Atente-se ao crescimento ordenado: Muitas vezes, os empresários têm ideias
criativas e até chegam a implementá-las, porém, sem a exata dimensão do que é
necessário para colocá-las em prática. O resultado é um crescimento maior do
que a empresa comporta, o que gera, na maioria das vezes, um resultado
desastroso. - Aposte na responsabilidade social: O consumidor de hoje valoriza as empresas
que investem nas questões sociais, entendendo essa postura como um sinal de
ética e cidadania. E, para as empresas, atuar em prol de causas sociais é uma
forma de aliar a sua imagem a questões politicamente corretas, proporcionando
uma importante vantagem competitiva. - Encare um problema como oportunidade: Por mais que a empresa trabalhe com ética,
transparência e de acordo com a lei, determinados problemas são inevitáveis.
Nesses casos, reverta o problema a favor da sua empresa. Lidar com a situação
de forma adequada, justa e atenciosa é a melhor maneira de minimizar o
problema, além de evitar maiores constrangimentos, como reclamações em órgãos
de proteção ao consumidor ou até mesmo processos judiciais. O consumidor se
encanta com a empresa que reconhece seu erro e não poupa esforços para se redimir!






