Por Guilherme Soares Rodrigues
Diretor Comercial para SPED/NF-e
BoldCron
Hoje a emissão de Nota Fiscal Eletrônica já é uma realidade para
milhares de empresas. Desde pequenos estabelecimentos até grandes
corporações já estão gerando documentos eletrônicos, emitindo DANFE’s e
tocando seus negócios como antes. O sistema do governo, ainda que com
algumas restrições, mostrou-se ágil e confiável na maioria dos Estados,
ou seja: aqueles que apostaram na catástrofe perderam feio.
O primeiro objetivo dos gestores fiscais e de TI manter o
faturamento da empresa funcionando foi plenamente atingido na maioria
das organizações. Entretanto, bastou alcançar este marco para que
muitos executivos percebessem que existem outros desafios a ser
superados; veja, por exemplo, algumas questões sobre NF-e que, mesmo
sendo críticas, não são atendidas por 100% das soluções disponíveis no
mercado:
- Como gerir o documento eletrônico recebido dos fornecedores (NF-e de entrada)?
- Como o documento eletrônico poderá ser consultado no caso de alguma necessidade?
- Vou permitir a entrada de uma mercadoria, sem antes ter recebido o
arquivo da NF-e? Se sim, como cobrarei meu fornecedor se este não me
enviar o arquivo XML? - O arquivo eletrônico da NF-e está íntegro? Está autorizado na
SEFAZ? É idêntico ao que o seu fornecedor apresentou na SEFAZ? Como a
empresa irá guardá-lo pelo prazo decadencial? - Cabe ao contribuinte verificar se a DANFE que está recebendo é
válida, buscando manualmente esta informação na SEFAZ. Como este
processo está sendo tratado?
Causa estranheza constatarmos que inúmeras soluções que estão no
mercado são extremamente simplistas e não trazem nenhum recurso
adicional ao seu usuário, nem sequer a gestão da NF-e de Entrada.
Os gestores que, no momento de escolher soluções de Nota Fiscal
Eletrônica, contrataram aquelas que simplesmente atendessem à demanda
de emissão de NF-e, agora começam a enfrentar problemas sérios,
particularmente se não há tratamento para as NF-e’s de recebimento.
Neste caso, se a solução faz parte de um sistema maior, como um ERP ou
sistema fiscal, ela passa a ser quase um apêndice e faz o mínimo
determinado pela especificação do governo, não oferecendo nenhum
recurso adicional ao usuário.
Faça a escolha certa!
Se você estiver analisando a compra de uma solução para emissão e gestão de NF-e, dê atenção à emissão, mas não se esqueça da gestão: esta pode ser a diferença entre a escolha correta ou uma decisão equivocada.
Procure ter uma visão holística do processo. Converse com seu
fornecedor e explore estes pontos. Pergunte-lhe como ele enxerga a
evolução do projeto SPED do governo e especialmente da Nota Fiscal
Eletrônica. Busque no mercado soluções abrangentes e robustas. Elas
existem, é só procurar.
Se fôssemos falar de Integração da cadeia de valor, a conversa se
estenderia bastante, dado que a situação sob este prisma é ainda mais
delicada embora resida aí uma oportunidade de ouro para ser explorada
na integração e troca de informações entre empresas, tendo a NF-e como
pilar principal. Mas isto é assunto para outro dia







